28/07/2025
Eu sou a morte!
Para quem não me conhece,
Sou aquela que habita na terra,
Igual ao homens tenho vida,
Não existo, pois ninguém me vê,
Vagueio pela terra a procura de comida,
Pena que a minha existência não é física,
Mas os danos colaterais indesejáveis todo homem vê,
Sou aquela que gira em torno da terra dia e noite á procura de vítimas,
Aquela que até na igreja sou repreendido,
Nas palhotas sou invocado,
Não tenho amigos mas sim família,
O álcool e o meu irmão mais velho,
O cemitério é onde coleciono as minhas vítimas,
A doença é a minha tia afastada,
Que quando alguém ataca me chama depois,
Ela teve lindos filhotes,
A Malária e HIV,
A Malária é filha mais teimosa,
Mas o HIV é o filho preferido,
Que por dia mais chama me para me dar mais vítimas,
Sou odeado por todo homem,
Mas vivo perto de todo homem,
Sem querer os jovens agora me atraem mais,
Eles lídam com o meu irmão mais velho Álcool,
Eu e ele estamos sempre em comunhão,
Quanto mais eles lhe tomam,
Mais perto fico dos homens,
Eu vivo, mas onde eu vivo não há vida,
Alguns dizem que eu sou a solução dos seus problemas,
Nunca fui feliz, pois onde eu passo causo infelicidade,
Não odeio a humanidade,
Não gosto de causar infelicidade,
Mas os jovens me amam,
E os velhos que eu amava abandono-os aos poucos,
A igreja não me impede de fazer vítimas,
Apenas me atrasa,
Deus não me queria criar,
Mas diabo me invocou,
E o homem me amou,
Sou infeliz, mas sou amado,
Sou odeado, mas invocado,
Sou repreendido mas atraído,
Eu sou a morte,
Gosto de carne assim como todo homem,
Mas! Quanto mais como mais infelicidade trago,
Oque farei?
Não consigo suicidar-me,
O homem não consegue matar-me,
É claro porque antes dele o mato primeiro,
Me apaixonei pelos jovens,
Porque eles me amam,
E me sentindo amado não abandono,
Eu sou a morte.
Djay Black 28/07/2025