Clube De Declamação De Poesia De Báruè

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*Criatividade, dinâmica e performance poética marca a sessão do Clube de Declamação de Poesia de Báruè*O Clube de declam...
25/07/2026

*Criatividade, dinâmica e performance poética marca a sessão do Clube de Declamação de Poesia de Báruè*

O Clube de declamação de poesia de Báruè em sua sessão, hoje, 25 de Julho, realizou várias brincadeiras e dinâmicas como forma de incentivar o gosto pela leitura.

Na ocasião, o clube recebeu 15 novos integrantes, vindos da Escola Básica 1 de Junho, o que fez com que o clube usasse um método diferente ( Repetição do poema “ Criança de África”, de Elias Félix) na aprendizagem da performance poética.

Ainda na ocasião, o Clube arrancou com as primeiras filmagens do poema do Clube de Poesia (CDP).

*A poesia tem poder!*

05/07/2026

Declamação de Rua

Aqui tem tudo para dar certo

20/06/2026

A Menina Mimi mostrando o seu talento no com a música intitulada Violência Doméstica

17/06/2026

Poetisa Ariana brilhando no dia da criança africana

Feliz aniversário poetisa
17/06/2026

Feliz aniversário poetisa

Não perca!Em frente do Jardim Municipal
11/06/2026

Não perca!

Em frente do Jardim Municipal

Feliz dia da Mãe África  Tirem-nos tudo,mas deixem-nos a música!Tirem-nos a terra em que nascemos,onde crescemose onde d...
25/05/2026

Feliz dia da Mãe África



Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!

Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um labirinto de xadrez…

Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a tua lírica de xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana (essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)

tirem-nos a palhota ̶ humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor de lume (que nos é quase tudo)
mas não nos tirem a música!

Podem desterrar-nos,
levar-nos para longes terras,
vender-nos como mercadoria,
acorrentar-nos à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!

Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
e mesmo mortos, viveremos.

E no nosso lamento escravo
estará a terra onde nascemos,
a luz do nosso sol, a lua dos xingombelas,
o calor do lume,
a palhota onde vivemos,
a machamba que nos dá o pão!

E tudo será novamente nosso,
ainda que cadeias nos pés e azorrague no dorso…

E o nosso queixume
será uma libertação
derramada em nosso canto!

Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!

Noémia de Sousa ( 1951)

 Bem cedinho acordoVejo o caminho que vou percorrer e descubro que é longoCom as minhas vestes esfarrapadas Olho em fren...
23/05/2026



Bem cedinho acordo
Vejo o caminho que vou percorrer e descubro que é longo
Com as minhas vestes esfarrapadas
Olho em frente e fico espantada
Afinal o que vou comer?

Cego patrão, cego patrão
Me dá só um 10 pra comprar pão
Sou uma criança que requer proteção
Não recebo mais carrinho, amor e muito menos atenção

Mano ajuda, ajuda mano
Estou a pedir 5 patrão
Para comprar pão
Ajuda, ajuda

Quando peço assim
Alguns vem e gritam: vai te embora, criança de rua
Vai te embora e não nos faz barulho

Que culpa tem a criança de rua?
Sou uma criança comum
Que requer cuidados como qualquer uma
Que culpa tem a criança de rua
Que culpa tem a criança de rua

Hamm!
É difícil viver nas ruas
É difícil viver sem abrigo
Viver sem vestes para vestir
Comida para comer

Suporto insultos
Sou chamada de maluca
Menina malvada e malcriada
Porque eu peço comida e dinheiro

Não tem problemas quando não me dão
Pelo menos para vós não
Mas se não me dão comida
Transformo me em vira lata
Procuro comida nos contentores de lixo
Há vezes que não acho
Então fico sem comer

Será que eu não mereço uma comida saudável?
Será que não posso viver como outras crianças?
Que culpa tem a criança de rua
Que culpa tem a criança de rua

Quantas vezes uma criança africana sofre
Quantas vezes a criança africana sofre
E não se fala da sua educação

Quantas vezes a criança de rua é raptada
Quantas vezes ela é violada
Quantas vezes ela é traficada?

Quantas vezes vou percorrer as ruas
Sem que alguém tenha que assegurar a minha mão
Eu também sou criança e mereço o direito a educação
O direito a proteção e a alimentação

Pais, mães, vizinho vamos proteger as crianças de rua

De: Elias Félix Manuel

Interpretado por: Nicole Nuno Mia

SE AS RUAS FALASSEMSe as ruas falassem.Falariam de homens que não têm palácios,Mas guardam a cidade como reis silencioso...
19/05/2026

SE AS RUAS FALASSEM

Se as ruas falassem.

Falariam de homens que não têm palácios,
Mas guardam a cidade como reis silenciosos.
Fala-se de mulheres que não têm tronos,
Mas vigiam as madrugadas com olhos de águia,
Mesmo quando a fome pesa mais que a farda.

Quem diria em viva voz
Que ser policial é viver entre o amor e o risco?
É sair de casa sem saber se volta,
E ainda sorrir para acalmar quem ficou?

Quem diria…
Que na rua de 3/100, onde o frio entra pelas costuras,
Há passos firmes, botas gastas,
Guardando o sono de quem nunca agradeceu?

Se as ruas falassem…
Contariam histórias abafadas pelo ronco da cidade,
Gritariam nos becos dos Pavês e nas esquinas da rua marginal
“Ali caiu um herói anónimo,
Ali alguém disse: ‘não tenho medo de morrer,
Tenho medo que o povo não entenda minha missão!’”

Se as ruas falassem
Falariam de noites sem luz e sem pão,
Onde a rádio chama e a coragem responde.
De patrulhas em silêncio,
Onde a única arma é o coração.

Quem diria...
Que um policial também sente medo,
Mas mesmo assim continua a caminhar de beco em beco
Quem diria
Que um polícia também Sente frio,
Mas mesmo assim esconde se em seus próprios braços enquanto vigia?

Carrega a culpa que não é dele
Se protege é culpado
Se pretender também é culpado

Chora mas não lacrimeja
Grita e ninguém escuta
Não é coragem, é profissão
Não é medo é missão,
É proteção
Mesmo assim, há quem o despreza

Por isso,
Se essas ruas não falarem, darão gritos
Revelando fardas que escondem feridas,
Revelando sorrisos que camuflam cansaço,
Esposas e filhos dormindo sozinhas,
Enquanto os maridos estão ao relentos nas ruas sem saber se voltam vivos ou mortos
E os filhos ao nascer do sol,
Esperam beijos e abraços que talvez nunca terão

Quem diria…
Que quando a multidão foge,
É o policial que se levanta?

Quem diria…
Que mesmo sem medalha,
Ele é o escudo invisível da paz?

Se as ruas falassem…
Falariam com respeito,
Com lágrimas de gratidão:
“Obrigado, herói de Báruè!
Guardião de Catandica,
Sentin

Feliz aniversário para a nossa Poetisa Ariana
19/05/2026

Feliz aniversário para a nossa Poetisa Ariana

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Vila Municipal De Catandica
Chimoio

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