31/01/2017
HIIT é bom para muita coisa e para muita gente, mas será que podemos esperar os mesmos resultados em diferentes pessoas?
Para investigar se haveria diferenças na resposta ao HIIT em diferente faixas etárias, pesquisadores noruegueses (Støren et al., 2017) colocaram quase de 100 pessoas de 20 a 84 anos para treinar 3 x semana por 8 semanas. O treino envolvia 4 tiros de 4’ a 90-95% da frequência cardíaca máxima com descanso de 3’ a 70%. Uma coisa interessante é que os participantes escolheriam se fariam seus te**es e treinos na bicicleta ou esteira, para que se mantivessem mais motivados e para evitar possíveis limitações ortopédicas. Um primeiro ponto bacana é que a adesão aos treinos foi de 92%, sem diferença entre as faixas etárias, ou seja, pessoas de todas as idades aderiam da mesma forma. Com relação ao consumo máximo de oxigênio, houve aumento em todas as faixas etárias (20-29, 30-39, 40-49, 50-59, 60-69 e +70), sem diferença entre elas! A comparação entre homens e mulheres também não revelou diferença. A única diferença é que, quanto menor o condicionamento inicial, maiores eram os resultados. Em resumo, pessoas de todas as idades obtém resultados similares e aderem de maneira similar ao HIIT. Ou seja, podemos usar HIIT numa boa com idosos. Ah, uma curiosidade: esses 2 meses de HIIT trouxeram de volta o equivalente de capacidade cardiorrespiratória que se perde em 10 anos! Nada mal, né?
Mas, antes que venha a galera do mimimi, claro que todo protocolo é adaptado e individualizado. Por exemplo, uma pessoa com limitações na marcha pode pedalar, uma pessoa que não consegue pedalar, pode nadar; se não der para nadar, pedalar ou nadar, ainda tem movimentos de membros superiores, calistenia, exercícios de musculação... e, por fim, o mais óbvio de tudo: intensidade é relativa à sua capacidade. HIIT para você pode ser uma corrida, mas para sua avó pode ser uma caminhada.