Criado no ano de 2009, com a perspectiva de desenvolver e ampliar as atividades de Teatro do Oprimido (TO) no Estado de Alagoas. A construção do LATO se baseia numa visão horizontal dos diversos espaços da sociedade, promovendo a difusão do TO como recurso propositivo de transformação social, diálogo democrático, fortalecimento da cidadania e de práticas humanizadas. Vem realizando mostras, evento
s, apresentações teatrais, exposições de artes visuais, cursos e oficinas de curta, média e longa duração, e impulsiona a criação de Grupos de TO. Atualmente, destacam-se dois projetos em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL): o TO na UFAL e TO na Saúde Mental, respectivamente. Dentre o público já alcançado pela organização, estão os moradores de comunidades periféricas (Vergel, Jaraguá e Benedito Bentes), estudantes de escolas públicas, usuários(as) dos serviços de saúde mental, estudantes universitários (as), professores(as) servidores(as) do SUS, e diversos movimentos sociais, como o estudantil, população negra, feminista e sindicais, além do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e coletivos ligados as causas LGBT. Através de meios estéticos da prática da metodologia TO, os integrantes do Laboratório Alagoano de Teatro do Oprimido, buscam fortalecer a prática do diálogo como instrumento para a mediação e superação de situações reais de conflito.
“Os conflitos são alimentados pela intolerância, que é reforçada pela incapacidade de dialogar com o outro, ou seja, além de se expressar, escutar e ver o outro, perceber suas emoções, analisar suas idéias e, a partir daí, rever sua própria posição e, inclusive, mudar de opinião (...) No diálogo real, os discursos podem e devem ser interpenetráveis.” Barbara Santos, Curinga Internacional do CTO (Rio de Janeiro/RJ)