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28/09/2021

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08/09/2021
06/11/2019

EUA declaram "apoio pleno" ao Governo de Aristides Gomes na Guiné-Bissau

Os Estados Unidos declararam hoje à Lusa apoiar "plenamente" o Governo da Guiné-Bissau liderado por Aristides Gomes e que reconhecem o seu trabalho na luta contra o tráfico de droga, considerando ilegítima a sua demissão, decidida pelo Presidente guineense.

“De acordo com a posição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e outros parceiros internacionais, os Estados Unidos da América apoiam plenamente o Governo da Guiné-Bissau sob o primeiro-ministro Aristides Gomes”, lê-se numa declaração da embaixada norte-americana em Dacar, com jurisdição sobre a Guiné-Bissau, enviada hoje à Lusa.
Os Estados Unidos, acrescenta a nota, “não consideram legítima a demissão do Governo de Aristides Gomes”, decidida pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, na segunda-feira.
Os EUA, refere ainda, “reconhecem o apoio do primeiro-ministro Gomes à polícia da Guiné-Bissau e a sua luta contra o tráfico de droga”.
Esta nota da embaixada dos EUA esclarece a posição norte-americana, depois de declarações feitas à Lusa pelo diretor regional adjunto para África da Administração de Combate à Droga norte-americana (DEA, na sigla em inglês), Antonio Hubbard.
O Presidente guineense deu, ao final da tarde de quinta-feira, posse a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes na segunda-feira.
A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente, José Mário Vaz, de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.
O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por este ser candidato às eleições presidenciais, por o seu mandato ter terminado a 23 de junho e por ter ficado no cargo até às presidenciais por decisão da CEDEAO.
A Guiné-Bissau tem presidenciais marcadas para 24 de novembro e a segunda volta, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de dezembro.
A campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, decorre entre sábado e 22 de novembro.

06/11/2019

Comandante Pedro Pires: “Guiné-Bissau ainda paga o custo da luta armada”

O ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires considerou esta terça-feira que a Guiné-Bissau ainda paga o “custo da luta armada que fez”, na influência política nas Forças Armadas e lamentou que “as melhores lideranças” não tenham podido chegar ao poder.

“Acompanho o que acontece na Guiné-Bissau, acompanho as evoluções, discuto por vezes com as pessoas, procuro compreender as causas. Por vezes, tenho impressão que a Guiné-Bissau paga até agora o custo da luta armada que fez, criou umas Forças Armadas com influência política, depois dificuldades de afastar as Forças Armadas de decisões políticas. Há vários fatores que se entrecruzam e tornam a liderança e a gestão do país mais complicada”, apontou Pedro Pires.

A posição foi assumida pelo antigo chefe de Estado cabo-verdiano (2001 a 2011) em entrevista à Lusa a propósito do último “Relatório sobre a Governação Africana da Fundação Mo Ibrahim”, instituição que lhe atribuiu o Prémio de boa governação em 2011.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política e de violência, tendo neste momento dois governos e dois primeiros-ministros. O Presidente guineense, José Mário Vaz — que por sua vez é recandidato ao cargo nas eleições presidenciais de 24 de novembro —, deu posse no dia 31 de outubro a um novo Governo, liderado por Faustino Imbali, depois de ter demitido o executivo liderado por Aristides Gomes em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão “é irreversível”.

Na mesma entrevista à Lusa, o antigo Presidente Pedro Pires admitiu ter “relações muito especiais de afetividade” com a Guiné-Bissau, países (juntamente com Cabo Verde) que partilharam o processo de luta anticolonial.

“Acompanho a situação, essa transição na Guiné-Bissau tem sido difícil, transição de colónia para país soberano, a construção do Estado soberano, depois a transição de regime monopartidário para regime pluripartidário, são transições que exigem também gestão, as lideranças têm de fazer a gestão de modo a conseguir aderir, integrar toda a gente. Por vezes isso não acontece”, apontou, alertando ainda para um dos “fatores externos” que vai ameaçando a estabilidade do país.

“Por exemplo, na Guiné-Bissau toda a gente fala de um fator externo complicado que é o narcotráfico. São vários elementos que conduzem a uma maior complexidade da gestão da governação”, disse um dos heróis da guerra da independência do país, ao lado de Amílcar Cabral.

A diversidade étnica e cultural do país, sublinha, é “outro aspeto” a levar em conta na Guiné-Bissau. “Nessa base não estou em condições de condenar, de apontar o dedo a alguém, o mesmo esforço é no sentido de compreensão neste momento do que se passa, será possível? Acredito que, apesar das dificuldades atuais, das tensões políticas atuais, que os guineenses vão encontrar o caminho. Não têm tido sorte na questão das lideranças, e as melhores lideranças não têm podido chegar ao poder. Vamos ver se é desta”, enfatizou Pedro Pires.

O relatório da Fundação Mo Ibrahim, lançado em outubro, tem como objetivo avaliar o progresso em termos da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS, Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas) e da Agenda África 2063, entre outras prioridades.

A Fundação, que baseou este estudo nos dados do Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG), concluiu que “os institutos de estatísticas nos países africanos em geral sofrem de falta de recursos financeiros” e de apoio dos governos.

Segundo o documento, quase metade das metas da Agenda 2063 – definida pela União Africana – não é diretamente quantificável e menos de 20% não possui um indicador para medir progressos.

Mais de metade dos tipos de fontes de dados sobre os indicadores dos ODS em África correspondem a estimativas ou estudos internacionais e apenas um terço das fontes de dados são de fontes diretas nacionais, refere o estudo.

06/08/2019

ABU DHABI: PM recebido pelo director do fundo para o desenvolvimento



Esta instituição detém aquele que é considerado o maior fundo soberano do mundo, com uma liquidez de apoio ao crédito estimado entre 15 a 100 milhões dolares para financiamento aos países com menor produção per capita.

O Fundo de Abu Dhabi para o Desenvolvimento é um dos maiores comparticipantes do Fundo Árabe do Desenvolvimento com financiamentos directos e apoios em créditos a baixo juros para as áreas de infraestruturas, energia, turismo, entre outros.

Neste encontro de trabalho, foi proposto ao Primeiro-Ministro a apresentação de uma short list dos projetos, com incidência nas áreas prioritárias e mediante a apresentação de um estudo de viabilidade dos mesmos.

Aristides Gomes assegurou que ja existe um documento neste sentido preparado pelo seu Gabinete em coordenação com o Ministério das Finanças e o Ministério dos Negócios Estrangeiros que, contudo vai ser readaptado aos procedimentos das instituições financeiras Árabes.

O Primeiro-Ministro voltou a sublinhar a necessidade da realização de uma redonda com os países arabes para coordenação das ajudas a favor da Guine-Bissau bem como analisar a possibilidade de ser acordado um apoio orçamental de emergência à Guiné-Bissau.

06/08/2019

ABU DHABI: PM recebido pelo director do fundo para o desenvolvimento

Esta instituição detém aquele que é considerado o maior fundo soberano do mundo, com uma liquidez de apoio ao crédito estimado entre 15 a 100 milhões dolares para financiamento aos países com menor produção per capita.

O Fundo de Abu Dhabi para o Desenvolvimento é um dos maiores comparticipantes do Fundo Árabe do Desenvolvimento com financiamentos directos e apoios em créditos a baixo juros para as áreas de infraestruturas, energia, turismo, entre outros.

Neste encontro de trabalho, foi proposto ao Primeiro-Ministro a apresentação de uma short list dos projetos, com incidência nas áreas prioritárias e mediante a apresentação de um estudo de viabilidade dos mesmos.

Aristides Gomes assegurou que ja existe um documento neste sentido preparado pelo seu Gabinete em coordenação com o Ministério das Finanças e o Ministério dos Negócios Estrangeiros que, contudo vai ser readaptado aos procedimentos das instituições financeiras Árabes.

O Primeiro-Ministro voltou a sublinhar a necessidade da realização de uma redonda com os países arabes para coordenação das ajudas a favor da Guine-Bissau bem como analisar a possibilidade de ser acordado um apoio orçamental de emergência à Guiné-Bissau.

05/08/2019

Guiné-Bissau

Construção do porto de águas profundas em Buba sul do país pode tornar uma realidade

O Governo guineense assinou com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) uma convenção de financiamento de dois milhões de dólares para custear estudos que vão permitir a construção do porto em águas profundas em Buba, sul do país.
Ao rubricar o protocolo do financiamento, a fundo perdido, o ministro da Economia e Finanças guineense, Geraldo Martins assinalou que, se tudo correr como o previsto pelo Governo, as obras de construção do porto de Buba irão arrancar ainda durante a presente legislatura.
Já próximos dias, adiantou Martins, será lançado um concurso internacional para o recrutamento de um gabinete externo especializado nos estudos que vai determinar se o local indicado para construção do porto é o adequado e ainda propor um desenho da infraestrutura.
O desenho terá que ter as indicações sobre o que será o porto na sua vertente mineral (na perspetiva do escoamento da bauxite) bem como a estrutura comercial, precisou o ministro da Economia e Finanças guineense.
A empresa contratada terá que apresentar um estudo de viabilidade do projeto, bem como as modalidades do financiamento da construção, através da parceria público-privada, precisou ainda Geraldo Martins, lembrando que o porto de águas profundas de Buba "será o maior projeto" da Guiné-Bissau e o mais estruturante do plano de desenvolvimento nacional, Terra Ranka (a terra arrancou).
O Terra Ranka é o plano sobre o qual assentará toda estratégia de desenvolvimento da Guiné-Bissau, na perspetiva do atual Governo.
O projeto de construção do porto de Buba, com 18 metros de profundidade e capacidade para receber, em simultâneo navios de até 70 mil toneladas, é um sonho antigo das autoridades guineenses, mas que tem sido adiado há vários anos devido à instabilidade político governativa.
A construção do porto de Buba, que faz parte do projeto de exploração do bauxite na região de Boé, leste da Guiné-Bissau, tem sido falada de forma acentuada desde 2007, a partir de um acordo rubricado com o Governo angolano, que anunciou um envelope de 500 milhões de dólares que englobaria também linhas de estradas do escoamento do mineral.
LUSA

Activista dos direitos humanos e igualdade de género, nomeada como nova Representante Especial do Secretário-geral da ON...
30/07/2019

Activista dos direitos humanos e igualdade de género, nomeada como nova Representante Especial do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau!

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou hoje a nomeação de Rosine Sori-Coulibaly do Burkina Faso como sua nova Representante Especial para a Guiné-Bissau e Chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Construção da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Ela serviu mais de 20 anos às Nações Unidas em várias funções a nível sénior, nomeadamente como Representante Especial Adjunta do Secretário-Geral no Burundi, Coordenadora Residente, Coordenadora Humanitária e Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2011). Foi Coordenadora Residente e Representante Residente do PNUD no Togo (2006-2011) e no Benim (2014-2016).

Antes de se juntar a ONU, ela foi um membro ativo em organizações da sociedade civil, em particular aquelas que lutam pelos direitos humanos e pelo empoderamento das mulheres.

É mestre em economia do desenvolvimento pela Universidade Cheikh Anta Diouf do Senegal e pós-graduada em planeamento e macroeconomia pelo Instituto Africano de Desenvolvimento e Planeamento Econmico das Nações Unidas.

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