30/06/2026
ORÍ OBÉ
Não há caminho que se abra sem antes atravessar o próprio Orí.
Orí Obé nasce da força de Bará, senhor das passagens, das encruzilhadas e do movimento. Mas o corte desta obra não é de destruição. É um corte que separa o excesso, rompe os medos e abre espaço para que o destino possa respirar.
O barro guarda a memória da terra. O fio vermelho percorre a peça como axé em movimento, lembrando que toda transformação exige vínculo, coragem e entrega. Nada se inaugura sem atravessar aquilo que nos constitui.
Antes de qualquer porta se abrir no mundo, é o Orí que precisa reconhecer seu próprio caminho.
Esta obra é um convite para compreender que a verdadeira encruzilhada habita dentro de nós. É ali que Bará atua: não apenas abrindo estradas, mas despertando a consciência necessária para percorrê-las.
Orí Obé fala do corte que liberta e do caminho que nasce quando destino, matéria e axé se encontram.
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