12/01/2026
Neste capítulo, reflito sobre a necessidade que eu tinha de ser amparado por todos.
Eu acreditava que as pessoas ao meu redor tinham a responsabilidade de me preencher e, de alguma forma, carregavam a culpa pelas minhas frustrações.
Ao escrevê-lo, voltei ao passado e consegui enxergar com mais clareza o quanto eu vivia nessa dependência.
O quanto eu não me aceitava como era.
O quanto a minha autoestima era frágil.
Com o tempo, entendi que cada um é responsável pela própria felicidade.
Que ninguém, além de nós mesmos, é responsável pela nossa vida, pelas nossas ações e pelas nossas escolhas.
A chave virou na minha mente quando compreendi isso. Foi nesse momento que pude, enfim, pedir desculpas a mim mesmo e me acolher.
Acolher as minhas sombras.
Reconhecer a minha luz.
E aceitar que existem momentos da vida em que todos nós teremos apenas uma cor para nos colorir em um dia específico.
Às vezes eu estarei azul: triste.
Às vezes eu estarei vermelho: com raiva.
Às vezes eu estarei preto: mergulhado no vazio e na escuridão.
E tá tudo bem.
Porque, acima de tudo, estarei comigo mesmo, consciente de que sou o único capaz de mudar essas cores
Nada é mais importante do que aprender a nos colorir e parar de culpar aqueles que não têm culpa pelas nossas tristezas, pela nossa raiva ou pelo nosso vazio.
Mesmo que o outro possa colorir o nosso dia, não podemos depender dele.
Somos responsáveis pela nossa própria vida.
E compreender isso é essencial para que não nos deixemos para trás.
E você?
Quantas vezes você já se abandonou esperando que alguém fizesse por você o que nunca fez por si?