27/11/2018
Tempo de reflexão, organizar material, escrever sobre processos, linguagem, escolhas. A fragmentação em "Alice Uma Quase Ópera Punk-rock Contemporânea", em especial na cena "A Casa do Coelho", onde o olho é separado do corpo e projetado em dimensão descomunal; o corpo fora, enquanto as pernas levantadas evocam junto à fala que a personagem está dentro de casa; a porta expulsa de seu lugar, em outro canto, evocada pela mímica do Coelho. Cada parte fora do lugar onde se situa junto à imagem coesa que se pode facilmente montar no enquadramento diegético. Cada parte é decalque, prótese que se descola - e se desloca - imagem espatifada. Por outro lado, multiplicada em três Alices, três vidros, três leques. Um Bill sem rosto e sem fala articulada (só grunhidos, ainda assim linguagem); e um ator que se desdobra em dois personagens dialogando entre si - matizados com a voz e o corpo.