06/05/2022
Respeito e até admiro muitos dos integrantes da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, mas não dá pra entender os critérios para definir seus representantes. Pra começar, departamentos do governo como o Instituto-Geral de Perícias só tem cadeira lá porque participam do desfile de 20 de setembro. Em tese, Semana Farroupilha vai muito além desse desfile. Se é uma comissão estadual, porque apenas a prefeitura da Capital tem assento? Que tal incluir, a cada ano, uma cidade do interior? Alegrete não deveria ter assento? E Livramento? São Borja (Capital Gaúcha do Fandango)?
Por outro lado, o MTG tem o mesmo peso que o Piquete Fraternidade Gaúcha. Ambos com uma cadeira. Vejam bem, o MTG, com 1,7 mil entidades filiadas tem a mesma representatividade que o braço tradicionalista da maçonaria (embora reconhecida aqui toda a sua relevância na Revolução Farroupilha). Por que? Não seria o caso de promover um rodízio de entidades? Quem faz a Semana Farroupilha, minha gente, são os CTGs, é o interior, muito antes da Capital.
A comissão conta com representante da Famurs. Ótimo. Mas e a Farsul, que agrega o nosso agronegócio, não? E tem mais: nossos festejos precisam de oxigenação urgente, novas ideias, ações pra dar visibilidade à festa, como concurso de vitrines, estímulo para que prédios sejam iluminados com as cores da bandeira do Rio Grande em setembro (que tal um incentivo fiscal às empresas que investirem nisso?), colocação de imagens típicas em painéis de propaganda (em parceria com as empresas de marketing), fomentar atividades no interior, auxiliar o estado na promoção do turismo…
Sabem o que eu proporia se estivesse lá? A primeira coisa era reunir os coordenadores das principais Semanas Farroupilhas do interior para criar uma ação conjunta, que possa integrar a festa em todo Rio Grande do Sul. Também acho que, antes de ser definido pela comissão, possíveis temas dos festejos deveriam ser debatidos com a sociedade. Democraticamente. E uma vez escolhido, ser estudado nas escolas, em concurso de poesias, redações, desenhos, em ações institucionais do Estado.
Por fim, acionar a comunicação do Palácio Piratini, que deveria ter participação mais efetiva. Primeiro passo: criar um site com a programação em todo Rio Grande do Sul. Algo elementar, mas nem isso temos. É tanta coisa…
Em tempo: o South Summit está acontecendo e não soube de nenhuma invernada de CTG se apresentando lá. Muito menos recepcionando turistas no Aeroporto. Me corrijam. Julguem.