22/08/2026
Voltando para Casa
A mulher do vilarejo caminhava devagar pela floresta,
e a menina seguia junto dela, apertando a pequena cesta contra o peito.
O frio já chegava pelas árvores,
e o dia começava a se despedir.
Mas elas conheciam o caminho.
Conheciam cada pedra, cada curva, cada árvore antiga.
E enquanto voltavam para casa,
a mulher sussurrou:
“Não importa quão longe a vida nos leve…
há sempre um caminho de volta.”
A lenha aqueceria a noite.
O pão seria repartido.
A pequena casa teria luz.
E talvez fosse isso que os antigos chamavam de felicidade:
ter para onde voltar,
ter alguém para caminhar ao nosso lado
e saber que, depois de um longo dia,
a paz nos espera atrás da porta.
Então seguiram…
Devagar, juntas,
de volta para casa.
Gratidão sempre!
Marcia Maria Matos 📝
©️ Todos os Direitos Reservados***