14/04/2020
Meu nome é Otávio – embora haja quem não acredite – por boa parte das pessoas me conhecerem como "Théo". Sou artista desde criança. Primeiro por curiosidade, depois por prazer e, por fim, por necessidade.
Posso explicar. A fase do curiosidade se deu em meados do ano de 2009 quando, por incentivo de familiares, acabei acreditando que desenhava bem. Após pouco tempo de prática pude perceber que seria impossível melhorar sem novos materiais e conhecimento.
E realmente não consegui. Tão difícil quanto encontrar materiais, era encontrar alguém pra falar sobre desenho e pintura. Quando finalmente tive meu primeiro contato com um lápis próprio para desenhar, o bendito não somente se recusava a fazer o que eu desejava como teimava em fazer o que eu não queria. Era preciso aprender a domá-lo.
Literatura para leigos, não havia. Revistas ou grupos de WhatsApp, nem pensar. Tive que fazer, então, algo muito comum na época: recorrer ao "amigo que entendia de algo", que todos tinham e que, comigo, compartilhava o pouco que sabia, sendo dele a sugestão responsável por meu ingresso no único curso de desenho da cidade.
Lá eu tentava aprender ou pelos menos decorar tudo que pudia, e anotava cada dica como se fossem palavras mágicas. Confesso que não fazia a menor ideia de como algumas coisas funcionavam, mas anotava tudo diligentemente e com profundo respeito pelos conhecimentos superiores do meu professor.
Começou, então, a fase do prazer. Afinal, aquele era um desafio do tipo bem difícil. E sou patologicamente incapaz de resistir a um desafio desse tipo.
Comecei então a fuçar com outros estudantes sobre técnicas diferentes, até que descobri o WhatsApp e a sua possibilidade de compartilhamento de desenhos, dúvidas e tudo mais em grupos com participantes de todo o país. Com o tempo passei, então, para meus amigos, a ser o "amigo que entendia de desenho". Ou, pelo menos, o amigo que eles pensavam que entendia de desenho (alguns pensam até hoje).
Daí pra frente foi a fase da necessidade. Claro que sem abrir mão da curiosidade e do prazer, mas com uma clara necessidade de ganhar algo com isso.
E acabei me profissionalizando em uma área afim. Sou designer gráfico.
Desenhei – e ainda desenho – por prazer e por trabalho. Tudo, ou quase tudo, que produzi nestes mais de 10 anos como artista está preservado em portifólios (físicos e virtuais) que guardo com muito carinho.
Meu objetivo, ao desenhar e escrever, sempre foi mostrar como é maravilhoso o aparentemente simples. Cansado de ouvir e ler pseudo-sumidades deitar falação sobre arte usando propositalmente uma linguagem excessivamente técnica cujo objetivo maior é exibir seus supostos conhecimentos arcanos em vez de elucidar as questões, resolvi fazer justamente o oposto: dar dicas sobre desenho usando uma linguagem tanto quanto possível despida de termos técnicos e buscando mostrar que as coisas são imensamente mais simples do que parecem – ou do que pretendem fazer parecer – no que toca não só a arte, mas a tantos outros assuntos.
Portanto, assim continuarei fazendo nas minhas postagens tanto de artes quanto de textões como esse. Se não gostarem, critiquem sem dó. Afinal, nada melhor que críticas construtivas para ajustar o rumo, mesmo que em terreno conhecido.
Mas, se gostarem, não se acanhem: elogiem. Eu sei que as críticas ajudam a corrigir os erros e melhorar a qualidade das postagens, portanto, são mais úteis que os elogios. Mas vez ou outra um elogio é sempre bom para afagar o ego...