02/06/2021
Ela se veste de preto e ele de sangue
Prontos para amar
Tudo começa de novo
Como se fosse a primeira vez
A um sopro e um calafrio
Um medo do que dizer
A pergunta certa na hora certa
A resposta errada para a pergunta certa
A mente complexa buscando a luz onde se voa breu
Ela de preto e eu de lanterna
Jorrando o sangue que me resta de minhas últimas idas a noite
Todas vestem preto
Nem minha luz transpassa suas sombras
Apenas seus risos, meus amuletos que me acompanham pelo tempo
Me lembrando no relento a felicidade de cada dia
Goteja vermelho em meus rastros
E por eles todos sabem por onde andei
Olham atentos lendo meu sangue
Como se fosse pura cristalina água
Como se não levasse dor
Apenas mata a sede daqueles que anseiam por sentir
Eu não me canso de procurar a noite, a lua que me mostre o caminho, até minha amada de prada
Ela usa preto, porque por mais que goste de atenção, gosta de quem convém a ela gostar
O restante a incomoda e usa
E ela se sente culpada, como se pecasse contra si mesma, prometendo nunca cair de novo na curiosidade vestida de esperança
Ela se esconde, até que percebe algo que brilhe, que brilhe o suficiente para clarear suas vestes e vida
Ela está na noite, para achar sua luz
Mas apenas a pergunta errada, feita e respondida pela resposta certa, pode acabar com tudo ..
Tudo termina e tudo começa
Mais uma vez, com mais vermelho e rastros de histórias
Deixadas para lembrar de que não é fácil o caminho de quem deseja amar.