06/02/2026
MANIFESTO
ESTAÇÃO PRIMEIRA DAS PRIQUITEIRAS DA P**A
Desde 1999 — Carnaval como território de mulheres com glamour, ousadia, protagonismo e inclusão.
Tema 2026:
A Estação Primeira das Priquiteiras da P**a não nasceu para pedir licença.
Nasceu em 1999, no calor da rua, no sal do corpo, na gargalhada insurgente de mulheres que decidiram ocupar o Carnaval como quem ocupa a própria história.
Somos Estação porque somos ponto de partida.
Somos Primeira porque abrimos caminhos.
Somos Priquiteiras porque transformamos em potência aquilo que tentaram usar como deboche, controle ou silêncio.
Aqui, o nome é corpo político.
É ironia afiada.
É carnavalização da norma.
Desde o fim do século XX, quando ainda era mais difícil para mulheres criarem, liderarem e permanecerem juntas na folia, a Estação Primeira das Priquiteiras da P**a se afirmou como bloco de mulheres, feito por mulheres, para mulheres — e para todxs que compreendem o Carnaval como espaço de liberdade, irreverência e afirmação da vida.
Como um dos blocos mais longevos do Carnaval da P**a — balneário superlativo do litoral potiguar — atravessamos gerações, modas, governos, crises e sucessivas tentativas de domesticação da festa popular.
Seguimos firmes porque somos coletivas.
Defendemos a alegria com nossas próprias vidas.
Seguimos vivas porque somos muitas.
Saímos, tradicionalmente, na Quarta-feira de Cinzas — qual fênix que renasce das cinzas da festa — porque sabemos que alegria também é um ato político.
Protagonismo.
Empatia.
Alegria.
Amor.
Revolução em evolução.
Idealizada e concebida por Magdalena Teixeira, referência cultural do balneário da P**a, Tibau do Sul, Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil, a Estação Primeira das Priquiteiras da P**a é conduzida por uma diretoria formada por mulheres trabalhadoras das artes e do turismo, atuantes em empreendimentos criativos, gastronômicos e de eventos.
Somos um Bloco de Mulheres.
Levantamos bandeiras.
Seguramos estandartes.
Protagonizamos a vida.
Pelo Bem Viver e pela vida de TODAS ELAS.
Compartilhamos coexistências e cocriações pela diversidade e pelo fim das intolerâncias, em um Carnaval poético, político, antifascista e farrista.
Defend