06/04/2018
No vendaval de particularidades é que brotam os verdadeiros frutos férteis, findos e fantásticos. Nessa visão, pela manhã, o mundo frio de Ana eram luzes e céu meio-fio. Na pele, o tecido que enfeitava, cobria o de mais fantástico de seu ser: sua alma.
Ana e o mar. Ana e um par. Ana e um bar. Ana e o chá.
Bonita como um pequeno caju vermelho, maduro e sem amasso. Altiva como um pequeno coelho, escuro e com listrados. Ferida como um joelho, puro e desajeitado.
Ana ainda hoje sonha e devaneia e é Ana, talvez só por hoje e sempre.
-Maria vai com a alma
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