12/06/2026
Muitas pessoas dizem que minha história com vc daria um livro.
E pensando bem, acho que daria mesmo.
Quando eu acabo de completar 18 anos vc me aparece e mal sabia eu que mudaria por completo o rumo da minha vida.
Vc com 15 anos, cheio de amor e dedicação, e eu começando a curtir a vida de jovem adulta pronta pra "conquistar o mundo".
Naquele momento ofereci o que eu tinha. Minha escuta, meus amigos e amigas, minha conta no mercado do bairro e minha amizade colorida.
Não havia nada mais.
Mas havia vc.
Inteiro.
Sempre foi assim.
Mas não seria justo eu te prometer algo que não pudesse entregar.
Vc sempre foi e é o único cara com o qual eu sou completamente transparente. Pra ser meu melhor amigo não teria outra saída.
E ficamos nesse esquema nosso muitos anos. De vez em quando vc namorava uma garota, de vez em sempre eu namorava outros.
A gente se encontrava e desencontrava nos intervalos que coincidiam ou quando os relacionamentos não eram muito profundos pra serem chamados de relacionamentos.
Aí vc casa. Muda pro RJ. E ficamos sem nos falar durante 5 anos.
Eu tb caso. Mudo pra outra cidade e crio 3 cachorros, e 2 gatos e muitos traumas.
Mas o destino queria que as coisas não fossem bem daquele jeito que se desenhava.
Cada um no seu canto e sem saber um do outro vamos sentindo que aqueles lugares não nos pertencem.
Que havia mais pelo que sonhar e conquistar. E principalmente não era com aquelas pessoas que queríamos compartilhar esses sonhos e conquistas.
Aí do nada, há 11 anos vc me manda um Feliz Aniversário pelo "Messenger" (isso ainda existe?) e eu quase que literalmente caio pra trás.
Ainda bem que a cadeira do hotel estava posicionada corretamente senão teria ido ao chão.
Com o Feliz Aniversário/Oi sumida mais bem sucedido da história a gente descobre que não estamos bem.
Nem eu aqui e nem vc lá.
Descobrimos que, cada um a seu modo, já iniciava seus respectivos processos de divórcio.
Meses intensos se sucedem e vc volta.
Volta e, imediatamente ao nos vermos, entendemos que agora sim podemos entregar um ao outro o que o outro merece e espera.
(a história continua - e a Mônica e a Joy chegam - nos comentários)