27/04/2026
Confluências de Saberes
Ser professora de Artes, Cultura e Linguagem tem sido, para mim, um exercício constante de experimentação. Minha prática pedagógica é o ponto exato onde a Geografia e as Artes Visuais se encontram para desenhar novos mapas de aprendizado.
Minha formação é dupla, mas meu olhar é um só: entendo a cultura não apenas como objeto de estudo, mas como território e linguagem. Nesta pilha de livros, está o que me sustenta — referências vivas que vão da semiótica da imagem à força de Angola Janga, das cosmologias dos Orixás à análise crítica de Torto Arado.
Acredito em uma educação afrocentrada que não separa o saber do sentir. É uma construção pautada no princípio de que nada deve ser feito “sobre nós, sem nós”. Entre símbolos Adinkra e a arte urbana, sigo tecendo uma pedagogia de retomada de narrativas.
A confluência entre essas áreas me ensina que educar é, antes de tudo, um ato de presença, de escuta e de ocupação.
CulturaNegra NadaSobreNósSemNós