08/09/2026
Eu tinha me esquecido de como é bom se divertir fazendo o que você ama.
Depois de muito tempo trabalhando em vários estúdios, convivendo com algumas pessoas negativas e amargas, acabei, sem perceber, me contaminando e vivendo em uma atmosfera cinzenta, “trabalhando” apenas para pagar as contas.
Fui deixando de lado a essência da liberdade, da criatividade, do tesão de ver uma ideia criando vida e se tornando real diante dos meus olhos.
Hoje percebo que a escolha de me isolar e deletar mais da metade do meu ciclo social artístico foi uma das melhores decisões que tomei em muitos anos.
Lógico que, com isso, você acaba ficando um pouco mais limitado no crescimento artístico e até mais lento em alguns aspectos. Mas, ao mesmo tempo, a alegria, a felicidade e o prazer de cada nova linha, de cada descoberta, por mais simples que seja, se tornam muito maiores.
É muito mais prazeroso do que estar rodeado de pessoas que te elogiam quando você se destaca, mas que torcem contra você, desejam o seu mal ou até sentem inveja, em vez de simplesmente comemorarem junto com você.
No fim, talvez crescer não seja apenas produzir mais ou chegar mais longe.
Às vezes, crescer é voltar a sentir prazer naquilo que você faz.