08/06/2026
Participar da Feira Internacional de Cerâmica de Cunha foi uma experiência verdadeiramente especial e inspiradora.
Foi uma honra estar em um dos lugares mais importantes da cerâmica brasileira, cercada por artistas, mestres ceramistas, estudantes e apaixonados pelo barro. Tivemos a oportunidade de encontrar pessoalmente ceramistas que admiramos há tantos anos pelas telas dos computadores e celulares, acompanhando seus trabalhos pelas redes sociais e pela internet. Poder conversar, trocar experiências e ouvir suas histórias foi algo muito valioso.
Também foi enriquecedor reencontrar e conhecer fornecedores de matérias-primas, esmaltes, argilas e ferramentas que fazem parte do nosso dia a dia no ateliê. Esses encontros fortalecem parcerias e nos permitem conhecer novidades que contribuem para o desenvolvimento do nosso trabalho.
Visitar os diversos ateliês espalhados pela cidade foi outro presente dessa viagem. Cada espaço carrega sua própria identidade, sua maneira de se relacionar com o barro e sua história, revelando um pouco da riqueza cultural e artística que faz de Cunha uma referência na cerâmica.
Entre tantos momentos especiais, conhecer o ateliê da ceramista Mieko Ukeseki ,foi uma experiência marcante. Tive a alegria de adquirir seu livro, O Fio Vermelho de Mieko, uma obra delicada e sensível que conta, de forma lúdica, sua trajetória, a vinda para o Brasil e o caminho que a levou até Cunha. Foi uma honra não apenas conhecer esse lugar tão significativo, mas também mergulhar em sua história por meio da leitura.
Volto para casa com o coração cheio de gratidão, inspiração e ainda mais encantamento pela cerâmica. Experiências como essa reforçam a certeza de que o barro vai muito além da técnica: ele conecta pessoas, histórias, culturas e afetos através de um mesmo fio invisível que une todos nós.