03/03/2026
Isaias Peixoto
Viver SARAU SAPEAÇU
O ano foi 2014, num estado fervilhante da poesia, montei um pequeno palco na sala onde trabalho. Ali coloquei minha idealização fragmentada de espaço literário.
Era um pequeno palco, com cortinas pretas ao fundo, cadeiras brancas e uma roda branca de fundo que lembrava os raios das rodas de uma carruagem. Tinha convidado alguns amigos também amantes de poesia.
Nossos corações estavam em festa. Nossos sorrisos iam de encontro às luzes dos refletores, nossos corações pulavam numa atmosfera cheia de leveza; só nossa! Sabia o quanto era importante no momento, mas não sabia o quanto seria bom relembrar aquele dia, relembrar aquele momento, rever as fotos tiradas alí. Ter vivido aquele momento é como se permitir romper um espaço fechado para a cultura, numa cidade onde dois coretos já foram derrubados é buscar visibilidade para um fazer do qual outros não tiveram visibilidade. E fazer a ruptura de uma visão na qual o Sarau Sapeaçu, se fez divisor de águas no que se refere à visão da escola a respeito da produção liteterari local.
Foi um momento divertido, sem intensão de causar, algo pequeno, fechado, intimista, mas que tormou-se
Um bem imaterial, uma tatuagem na memória afetiva de quem pode participar e de quem de alguma maneira pode apreciar o que aconteceu naquele momento, mesmo que fosse ouvindo um comentário. vendo uma fotografia.
Não citarei nomes de participantes desse dia,com a intenção de deixar aberto o espaço para mais um comentário. Deixo aqui a satisfação de poder ter vivido os momentos do Sarau Sapeaçu.
Isaías Peixoto