Alma Gaúcha Página de programa na Rádio 98,1 FM de segunda a sexta a partir das 17:30 h e domingos a partir das 10 horas.

29/06/2024

A Coxilha Rica é uma grande planície
encravada a mais de mil metros acima
do nível do mar,na serra Catarinense.
O local dispõe de mais de cem quilômetros
de corredores de taipas (muros de pedras)
Intactos, constituindo em um patrimônio
Cultural, histórico, regional.
Construidos por escravos, negros e indígenas
e peões, os corredores evitavam a disperção
Do gado conduzido pelos tropeiros na rota que ia de Sorocaba (SP) e Viamão (RS) na qual Lages era entreposto para viajantes.
Na época se levava animais de Viamão
até Sorocaba e para que índios e animais
não atacassem, eles fizeram corredores
De taipas, entre esses caminhos tem
várias fazendas históricas que serviam
de pousada para os Tropeiros.
Fonte: Felipe Torres
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13/05/2024

"Eu vi corpos de tropas mais numerosas, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavaleiros mais brilhantes que os da bela cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações.
Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente, que sustentou, por mais de nove anos contra um poderoso império, a mais encarniçada e gloriosa luta!"

- Garibaldi sobre os gaúchos

Doug Torraca
📷 Daniel Souza
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15/04/2024
10/04/2024

Velha cerca de pedra
do tempo da escravidão
que vem, cravada no chão,
como contorno do pampa.
A monumental estampa,
guardiã de velhos mistérios,
já serviu de cemitério,
a negros e guerrilheiros
delimitando os potreiros
do hextremo-sul do hemisfério

A solidez do granito
é igual á gente gaucha
forjada a lança e garrucha
na pampa meridional
pois nem o pior bagual,
no mais bárbaro corcovo,
chega a acovardar o povo
nascido aqui no garrão
que sai de dentro do chão
e volta pro chão de novo

Cerca de pedra cinza
que o tempo pintou de limo.
Velho muro arrimo
de tradição gauchesca.
na relíquia barbaresca
das pedras enfileiradas
a história fossilizada
deixa a eterna lembrança
num monumento á herança
das almas antepassadas.

Muralha que a antiguidade
deixou plantada na terra.
Trincheira de muitas guerras
esculpida em pedra bruta.
restaram marcas de luta
no esteio milenar,
demarcatório sem par
de tantas revoluções,
mostrando pras gerações
que veio para ficar.

Autor: Érico Geovani da Silveira Pires
Fotografia: El Baqueano

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01/04/2024

Enterro de Giuseppe Garibaldi na madrugada de 2 para 3 de junho de 1882 em Caprera, Itália.
Nascido em Nizza, hoje Nice na França e na época pertencente ao Reino da Sardenha, Garibaldi atuou na Revolução Farroupilha entre 1838 e 1841, como comandante da Marinha Rio Grandense.
Mais tarde, já na Itália, escreveria:
"Eu vi corpos de tropas mais numerosas, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavaleiros mais brilhantes que os da bela cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações.
Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente, que sustentou, por mais de nove anos contra um poderoso império, a mais encarniçada e gloriosa luta!"
Fonte: Giuseppe Garibaldi
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30/03/2024

Perdemos um dos maiores compositores da nossa música gaúcha !
Foi para a Estância do céu o Sr. Euclides Moreira Alves do Itaqui, para quem não lembra esse famoso compositor fez letras de músicas em parceria com o meu compadre João Sampaio e com toda a certeza tu já ouviu ou dançou que são: O Baile das Negra Touro (Os Mateadores), Um Bagual Corcoveador (João Luiz Corrêa & grupo Campeirismo), Cordeona do Ciro Beiço(Os Monarcas), Criado em Galpão (Os Serranos), O Sul é o meu País (Os Monarcas) entre outros sucessos que ficaram para a eternidade.
Muito obrigado por nos brindar com essas lindas obras, com toda a certeza a Pátria Gaúcha Rio Grande te agradece muito pela tua gigante contribuição para a nossa tradição e cultura.
Descansa em Paz
Quide Grande !

19/03/2024

🧉 POR QUE O MATE SE CHAMA ASSIM?

Quando os conquistadores chegaram a estas terras, perceberam que os nativos praticavam o ritual de se juntarem para beber uma infusão aos que os Guaranis chamavam de "caiguá".
Esta expressão deriva dos vocábulos guaranis "káa" (erva), "e" (água) e "água" (procedência), o que pode ser traduzido em "água de erva".
A expressão "mate", nasce do vocábulo Quechua "matí", que
significa abóbora, que é onde o mate estava sendo preparado.
O mesmo era tomado através de uma vara chamada "taquari", na qual se colocava uma semente afucada que fazia as vezes de filtro.
Por extensão, os conquistadores chamaram assim a infusão produzida a partir da erva (ilex paraguaiensis).
Estes tinham a crença de que era uma "erva do demônio" por desconhecer sua prática. Além disso, eles defendiam que era uma bebida de preguiçosos, já que os nativos dedicavam várias horas por dia a este ritual.
A erva-mate deve o seu sabor amargo aos taninos das suas folhas, é por isso que há quem goste de adoçá-la um pouco, e a espuma que é gerada ao cebar, é causa dos glicosídeos.
Mate é mais do que uma bebida.
É uma tradição que vence os costumes isolacionistas do crioulo e combina as classes sociais... e através dos tempos, foi o mate que fez a roda dos amigos, e não a roda que trouxe o mate.
E não só isso, também é um símbolo para todos que se afastam do seu país natal (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Brasil) e encontram nele uma lembrança e um elo com a sua terra.
Folclore Argentino 🇦🇷
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18/03/2024
13/03/2024

Bailar de Cola Atada, alguem sabe o que é?
Alguem sabe o significado?
Se acaso não souber, e tenha curiosidade ou queira aprender, leia toda a materia muito rica em histórias.
BAILE DE COLA ATADA seria uma orgia Gaudéria?

Citando como fonte o Departamento de Comunicadores do MTG, o site Chasque Pampeano explica o que viria a ser um baile de cola atada, tema de uma das músicas de maior sucesso da dupla César Oliveira & Rogério Mello, que diz, lá pelas tantas: "vou tirar china mais linda, pra dançar de cola atada"...

Seria um tipo de festa realizado no Estado no século 20, em local discreto e com estímulo ao consumo de bebidas alcoólicas, na qual os homens ficavam "despidos da cintura para baixo com a camisa atada para trás e, as mulheres, também despidas da cintura para baixo, com o vestido atado nas costas".

É o mesmo que bregue, bailanta, bate-coxa, em casa de raparigas.
Era assim chamado antigamente quando os homens vestidos de chiripás, dançavam só de ceroulas e com a fralda da camisa atada às costas, imitando a cola do cavalo.

O que seria bailar de cola atada?

Para que se entenda melhor o que é:
Dançar de Cola Atada, é necessário que saibamos que a expressão se refere a uma das formas como antigamente se dançava o ritmo BUGIU.
Bugiu para quem não sabe, é um macaco das nossas matas silvestre, sendo um animal muito astuto, dificilmente se deixa pegar em armadilhas e tem algumas atitudes parecidas com as dos seres humanos.
Das características do macaco, seu ronco forte e seu jeito de andar, criou-se respectivamente: – O gênero musical BUGIU, tocado em princípio em cordeona de voz trocada ou gaita ponto, onde o gaiteiro tentava através do jogo de foles imitar o som do ronco do bugiu.
- A dança do BUGIU, que procura imitar a maneira como o macaco anda, ou seja, de forma desengonçada, em diagonal e dando pulinhos já que o macaco apóia as mãos no chão para se deslocar.
O Bugiu era dançado antigamente pelos rincões suburbanos campestres do Rio Grande do Sul nos Bailes de Ralé, em zonas de meretrício onde em certos momentos já sob o efeito das bebias alcoólicas, o par se deslocava e fazia a seguinte figura:

– O homem agarrava a mulher por trás, colando seu corpo ao dela;

– A mulher amarrava a própria saia às costas do homem. Vale lembrar que algumas dessas mulheres não usavam qualquer peça de roupa sob a saia, armação, bombachinha, meia ou calcinha;
Dançando, o par executava a figura que se chamava acasalamento do Bugiu, ou DANÇAR DE COLA ATADA Onde executavam passos que lembram a forma como o animal (macaco) se relaciona sexualmente com sua fêmea.
Por este motivo, o ritmo Bugio demorou a ser tocado e dançado nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) que se reuniam as famílias, a sociedade.
Quando o gênero musical começou a ser tocado em ambiente social, dançava-se esta marca com o devido respeito, dentro dos conceitos da melhor e mais alta sociedade, isto é, á moda de cidadão despida de licenciosidade, ou seja, pares enlaçados normalmente, como até hoje persiste nos salões.
Fonte: Livros e internet.
📷 Anomar Danúbio Vieira
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10/03/2024

QUEM FOI MERCEDITA?🇦🇷

O famoso chamamé do folclore argentino, foi composta e gravada com por Ramón Sixto Ríos,em 1940.
Alcançou sucesso nacional e internacional com as gravações de Ramona Galarza em 1967 e do grupo Los Chalchaleros em 1973.
A canção conta a historia de amor não correspondido, considerada,uma mais famosa música folclórica da Argentina.

História
Em 1939, o músico Ramon Sixto Rios, com 27 anos que chegou na cidade de Humboldt para atuar em um grupo de teatro na Sarmiento Club.
Lá ele conheceu Mercedes Strickler Khalov (1916-2001), a quem todos chamavam Merceditas, uma bela e Camponesa, loira de olhos azuis, três anos mais nova, que vive em um laticínio de leite localizado na zona rural, na província de Santa Fe.
Merceditas, filha de imigrantes alemães, havia perdido seu pai quando ela era uma menina e, desde então teve que assumir a pousada com a mãe e a irmã.
Ele chegou a Humboldt com uma companhia de teatro.
Uma noite depois de cantar no meio do show, pediu-me para dançar.
Eu aceitei porque não?
Dançamos tango.
Esse primeiro encontro teve lugar no Sarmiento Club de Humboldt.
Ela usava um vestido branco e usava os cabelos longos e encaracolados e ele tinha um terno trespassado e estava penteando o gel de cabelo.
Merceditas atraiu a atenção não só pela sua beleza mas também pelo seu espírito independente.
Merceditas e Ramon começou uma relação formal, que permaneceu dois anos, trocando cartas , pois ele vivia em Buenos Aires. Enquanto o relacionamento durou, Ramon foi para Humboldt para visitar ocasionalmente. Naqueles anos, são os versos de "Pastora de flores", onde Rios escreve:

Allá en los campos solitarios

vive la Pastorcita,

la encantada Merceditas

que es leyenda entre las flores

que su mano ha cultivado.

Ella es la rubia mía,

y todo el mundo lo sabe;

lleva en sus manos un ramo

de bellas flores silvestres

y al verla así es que parece

que son las flores sus manos

o que su manos florecen.

Em 1941, Rios decidiu propor o casamento, e ele viajou para Humboldt com anéis.
Mas, inesperadamente, Merceditas rejeitou sua proposta:
Eu gostei, mas em nenhum momento eu deixei a desejar.
Foi o dia que veio com os anéis para se envolver.
Não aceitei.
Eis-me de amor que eu não queria cometer. Ele voltou com os anéis.
Em outra ocasião, também diria ao respeito:
Eu só lamento.
Eles se separaram passado no terminal de ônibus da Esperança.
Apesar da pausa, Ramon e Merceditas continuou a escrever vários anos, até que parou de responder, em 1945.
Ele insistiu, no entanto, mais alguns anos, passando as cartas que lhe causava dor que o amor não correspondido:
Ao longo dos meses e anos, não respondeu as suas cartas mais, não querendo perder tempo comigo.
E então começou a enviar cartas mais, tudo parece muito triste, que me fez chorar.
Ainda assim mantê-los. poemas Sad saiu, porque eu tinha deixado.
Até que ele também parou de escrever.
A última carta diz:
Vinde a mim como uma rosa muito pálido para arrancar deixou em suas mãos e morrer e, muito suavemente, quase com prazer.
Não é possível ser de outra forma, porque só as montanhas não são, mas as pessoas podem ser elas mesmas e se nós acharmos seja nesta vida ou de outra, é sempre bom ter um lembrete amigável de tudo.
De que a dor veio "Merceditas" a música. Ramón Ríos compôs a canção na década de 1940, gravou e tornou-se um hit de rádio. Mercedes Strickler se recorda o momento em que ele ouviu no rádio:
Então eu percebi: a letra frase inteira que Ramon tinha me dito pessoalmente.
Argentina vivia um momento de renascimento da música folclorica na Argentina, que se tornou cada vez mais popular no contexto de grandes mudanças sócio-econômicas, caracterizadas por um amplo processo de industrialização no centro de Buenos Aires, que provocou uma onda de migração interna de 1930, as áreas rurais e urbanas e as províncias (interior) para a Capital.
Ramón Ríos continuou a sua vida e se casou com outra mulher, que enviuvara apenas dois anos depois.
Em 1980, uma revista de Buenos Aires, publicou uma nota, que incluiu uma entrevista com Merceditas.
Rios escreveu uma carta pedindo-lhe para ir para Buenos Aires, reunião que se materializou logo depois.
Ele voltou a propor casamento, mas ela se recusou novamente.
Mantiveram-se em contato estreito até a morte de Rios, 25 de dezembro de 1994, quando ele tinha 81 anos.
Seu último ato foi dar os direitos da canção. Ela viveu até os 84 anos e morreu sem deixar filhos em 08 de julho de 2001.
Até o último momento vivido com a sensação de que Deus havia punido por seu comportamento.
M: Eu o amava, mas não era apaixonado.
Eu acredito em Deus e acredito que quando algo dá errado é porque Deus me puniu. Q: Deus te puniu?
M: Sim, porque eu o deixei.
A música tem sido considerada, junto com "Zamba de mi esperanza", o mais popular na história da música folclórica da Argentina e uma das treze mais ampla da música popular daquele país.

Letra
(Em espanhol)

Que dulce encanto tienen
Tus recuerdos mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez

La conocí en el campo
Allá muy lejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de Santa Fe

Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue

Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón

Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel amor

Pero a pesar del tiempo
Transcurrido es mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostálgica canción

Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue

Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón

Em Português
Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé

E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração

E como o vento errante
Nas coxilhas vai soprando
Um eco vago do meu canto
Vai lembrando aquele amor
Mas apesar do tempo
já passado, és Mercedita
A lembrança que hoje palpita
A minha triste canção

E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração

Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé

E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração.

Fonte: Blog La Pampa Gaucha
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20/02/2024

Pedras de boleadeiras encontradas na margem do Rio Uruguai em Uruguaiana, provavelmente eram dos índios charruas que habitavam a região.
Charrua na língua “Quíchua” significa ribeirinho, porque eram índios que viviam nas margens dos rios e arroios.
Eram exímios cavaleiros e muito habilidosos com as boleadeiras.
Fonte: Luiz Carlos Ramos
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Endereço

Santo Antônio Da Patrulha, RS

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