Forró no Parque

Forró no Parque Forró no Parque do Queimado, sede do Neojiba, tradicional
https://www.facebook.com/forronoparque/vi

17/05/2026

Com no bembé.

16/05/2026
A Juventude que EnvelheceuHá algo curioso nas metrópoles brasileiras, sobretudo nas capitais litorâneas: uma juventude q...
12/02/2026

A Juventude que Envelheceu
Há algo curioso nas metrópoles brasileiras, sobretudo nas capitais litorâneas: uma juventude que parece antiga. Não antiga no sentido da maturidade, mas antiga no figurino, nos gestos, na estética e até nos discursos.
Caminha-se pelo Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, ou por Santa Teresa, no Rio de Janeiro, e o que se vê é uma espécie de revival permanente. Calças largas, estampas psicodélicas, óculos redondos, referências constantes aos anos 60 e 70. Tudo à la Gilberto Gil, Caetano Veloso e Novos Baianos — mas sem o contexto histórico, sem a ruptura, sem o risco que aquelas figuras representavam.
Não se trata de negar a importância daquela geração. Pelo contrário. Ela foi revolucionária porque criou o novo. Rompeu padrões, enfrentou censuras, tensionou estruturas. O que se vê hoje, porém, é a reprodução estética de uma rebeldia que já virou moldura.
Quando foi que a juventude perdeu a juventude?
A juventude, por natureza, é inquietação. É desconforto. É invenção. Mas o que se percebe, em muitos círculos urbanos, é uma repetição confortável. Um “remake do remake do remake”. Nada surpreende. Nada escandaliza. Nada inaugura.
Há estilo, mas falta ruptura.
Há discurso, mas falta risco.
Há aparência de contestação, mas pouca transformação concreta.
A chamada geração hipster — seja nos bairros históricos de Salvador, nos redutos boêmios do Rio de Janeiro ou nos espaços alternativos paulistanos — muitas vezes parece envelhecida antes do tempo. A rebeldia virou estética de consumo. O alternativo virou padrão. O diferente virou uniforme.
O resultado prático é preocupante: criatividade rarefeita e espaço ampliado para uma mediocridade cultural silenciosa. O teatro perde vigor experimental. O cinema, salvo exceções, torna-se hermético ou excessivamente autorreferente. A música recicla fórmulas e nostalgias.
Não se trata de saudosismo. Também não é um ataque à juventude em si. Trata-se de uma provocação: onde estão os ícones disruptivos desta geração? Quem são os artistas que incomodam verdadeiramente? Quem está disposto a romper — e não apenas a reinterpretar o que já foi rompido?
Talvez o problema não seja a juventude...

Queria muito ver a pipoca de Igor Canário se encontrando com a pipoca do Baiana System.De um lado, o pobre raiz. Favela ...
08/02/2026

Queria muito ver a pipoca de Igor Canário se encontrando com a pipoca do Baiana System.
De um lado, o pobre raiz. Favela mesmo. Os pivetes do cabelo pintado, o corpo suado, o pagodão murro no olho. Frase curta, grito, urro, palavra de ordem sem rodeio. Canário fala pouco porque a vida ensinou que nem sempre dá tempo de explicar.
Do outro, a pipoca gourmetizada. A galera da FACOM, discurso afiado, duplo sentido, revolta organizada em verso e arranjo. Pobre também — mas pobre premium, intelectualizado, que mora na favela, ou quase, mas não pisa nos espaços típicos dela. Não se reconhece no gosto musical do vizinho.
Canário canta a revolta crua, aplaudicante, sem pedir licença. Dizem que é raso. Já o Baiana refina a mesma revolta, embala, exporta e hoje frequenta camarote de luxo.
E eu fico imaginando o encontro.
De um lado, a trocação: pá, murro, empurra-empurra, soco no ar — coisa típica da pipoca do Canário.
Do outro, a galera gritando:
— É só amor! É só amor!
E a resposta vindo seca, da favela profunda:
— Só amor minha pica! Disgraça!
Mas esse encontro tinha que ser na Praça Castro Alves.
Ali, onde o poeta Castro Alves testemunharia como a favela se integra — e se desintegra — nas suas divergências, contradições, simpatias e hipocrisias. Poesia concreta entretendo os hóspedes do Fasano.
No fim, f**a a pergunta que ecoa no asfalto:
É só amor, como diz o Baiana System?
Ou se vier, tem, como diz o Canário?
Aí sim ia ser divertido.
Ah, como ia ser.
Gêmeos na origem.
Desiguais no caminho.

08/02/2026

Eu queria muito ver a pipoca de Igor Canário se encontrando com a pipoca do Baiana System.
De um lado, o pobre raiz. Favela mesmo. Os pivetes do cabelo pintado, o corpo suado, o pagodão murro no olho. Frase curta, grito, urro, palavra de ordem sem rodeio. Canário fala pouco porque a vida ensinou que nem sempre dá tempo de explicar.
Do outro, a pipoca gourmetizada. A galera da FACOM, discurso afiado, duplo sentido, revolta organizada em verso e arranjo. Pobre também — mas pobre premium, intelectualizado, que mora na favela, ou quase, mas não pisa nos espaços típicos dela. Não se reconhece no gosto musical do vizinho.
Canário canta a revolta crua, aplaudicante, sem pedir licença. Dizem que é raso. Já o Baiana refina a mesma revolta, embala, exporta e hoje frequenta camarote de luxo.
E eu fico imaginando o encontro.
De um lado, a trocação: pá, b***o, empurra-empurra, soco no ar — coisa típica da pipoca do Canário.
Do outro, a galera gritando:
— É só amor! É só amor!
E a resposta vindo seca, da favela profunda:
— Só amor minha pica!
Mas esse encontro tinha que ser na Praça Castro Alves.
Ali, onde o poeta Castro Alves testemunharia como a favela se integra — e se desintegra — nas suas divergências, contradições, simpatias e hipocrisias. Poesia concreta entretendo os hóspedes do Fasano.
No fim, f**a a pergunta que ecoa no asfalto:
É só amor, como diz o Baiana System?
Ou se vier, tem, como diz o Canário?
Aí sim ia ser divertido.
Ah, como ia ser.
Gêmeos na origem.
Desiguais no caminho.

07/02/2026

Não dá pra explicar tudo quando o ouvido só quer gritar...

24/01/2026

Não pude me esconder. Ele tem faro para milionários.

Que pena...
03/04/2025

Que pena...

02/04/2025

Endereço

Santo Amaro, BA

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Forró no Parque posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria