Minha Gaita Conta a História

Minha Gaita Conta a História Proposta para o tema anual do MTG de 2023
☨ | Tio Bilia
� | Pedro Raymundo
� | Honeyde Bertussi

Proponentes:
Andrei de Moura Caetano
Daniel Müller Forrati

07/05/2023
MINHA GAITA CONTA HISTÓRIASQuem vê estes botões nesta cordeonaE o fole que animou tantas bailantas!Talvez não saiba o qu...
29/07/2022

MINHA GAITA CONTA HISTÓRIAS

Quem vê estes botões nesta cordeona
E o fole que animou tantas bailantas!
Talvez não saiba o quanto ela já viu
E as memórias que revivem pra quem canta!

Nos galpões de chão batido da querência
Ela rompeu a madrugada ressoando!
E a importância de sua voz resiste ao tempo
Pelas histórias que ela mesma vem contando!

Fala cordeona, diz pra mim, os teus recuerdos!
Não tem segredos, conta a tua trajetória!
Canta cordeona por tantos destes gaiteiros
Para o futuro, minha gaita conta histórias!!

Existem coisas que não ficam esquecidas
Porque a cordeona, com amor, nos faz lembrar
De tanta gente que deixou a sua marca
Tendo, nos braços, a cordeona pra tocar!

O Rio Grande se fez de tantas glórias
Mas a cordeona é rainha em muitas delas
Por isso mesmo, que abraço a gaitinha
E escuto o Rio Grande falar por ela!

Agradecemos profundamente o nosso grande amigo e padrinho Rômulo Chaves pelo grande apoio ao tema e pelo baita poema que fez para homenagear o instrumento símbolo do nosso estado e seus artistas.

PROGRAMA "A HORA DO MATE" Radiocom Santo ÂngeloOntem (23), participamos do programa do amigo e poeta Luciano Freitas, no...
25/07/2022

PROGRAMA "A HORA DO MATE" Radiocom Santo Ângelo

Ontem (23), participamos do programa do amigo e poeta Luciano Freitas, no qual falamos sobre a nossa proposta de tema anual para o MTG que será apresentada no 70° Congresso Tradicionalista em Farroupilha: "Minha gaita conta a história".

Foi feita uma explanação da temática que elaboramos e apresentamos alguns dos grandes sucessos dos gaiteiros postos em evidência na proposta.

Agradecemos ao nosso grande amigo Luciano Freitas pela oportunidade de divulgar a nossa proposta através do programa e, também, tocar algumas músicas dos artistas homenageados pelo tema.

OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DA PROPOSTAObjetivo geral: ressaltar a importância da gaita na construção do da identidad...
23/07/2022

OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DA PROPOSTA

Objetivo geral: ressaltar a importância da gaita na construção do da identidade do gaúcho.

Objetivos específicos:

• Fomentar pesquisa sobre a origem do instrumento e seu histórico dentro do estado;

• Valorizar os trabalhos de Tio Bilia, Honeyde Bertussi e Pedro Raymundo como pioneiros na divulgação da gaita e da música gaúcha no geral;

• Incentivar a pesquisa do histórico dos gaiteiros em suas respectivas regiões, através de buscas bibliográficas e entrevistas com os próprios artistas, familiares e amigos, buscando resgatar a história que vive na memória destas pessoas;

• Tirar do anonimato gaiteiros com grandes contribuições para a cultura e que muitas vezes acabam sendo esquecidos e não obtendo o devido reconhecimento.

O CENTENÁRIO DO ARTISTA HONEYDE BERTUSSIHoneyde Bertussi, dez anos mais velho que Adelar, teve o contato com a música mu...
21/07/2022

O CENTENÁRIO DO ARTISTA HONEYDE BERTUSSI

Honeyde Bertussi, dez anos mais velho que Adelar, teve o contato com a música muito cedo, em razão de seu pai dirigir a Banda de Música de Criúva, sua estadia na cidade de Vacaria para realizar seus estudos primários, durante a infância, também lhe proporcionou muitas experiências musicais, conhecendo músicos e cantando no coro da Catedral Nossa Senhora da Oliveira. Porém a escuta do rádio foi possível com o advento da luz elétrica na região da Mulada e Criúva, produzida pela pequena hidrelétrica que seu pai construiu próxima a casa da fazenda em que moravam.

A Churrascaria Gaúcha foi um dos primeiros espaços de atuação dos Irmãos Bertussi no Rio de Janeiro, onde receberam remuneração para tocarem e cantarem músicas de caráter regional do Rio Grande do Sul, as músicas do folclore da serra gaúcha, as quais Honeyde aprendeu com os gaiteiros de gaita ponto, bem como as composições próprias. Apresentavam-se à noite, sendo em torno de quatro os músicos que atuavam no espaço, um violonista e um cantor, ambos anteriores à dupla recém-chegada. Lá eles conheceram o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que sempre chegava depois da meia-noite, e às vezes tocava para eles após os clientes irem embora. O contato com Gonzagão não se dava somente na churrascaria, mas também através de visitas do sanfoneiro na pensão onde Honeyde e Adelar moravam.

E foi através de uma grande teia de relações arquitetada por Mario Mascarenhas, que se abriu o caminho para os dois filhos de Fioravante Bertussi chegarem a alcançar a oportunidade de gravarem o primeiro disco. Em dezembro de 1955 é lançado o disco de 10 polegadas Coração Gaúcho, com a capa em tons de azul, preto e branco.
Os Irmãos Bertussi apresentavam-se com os trajes gaúchos, bombacha, botas, lenço, chapéu, pala e tirador. Isto reforçava a imagem do gaúcho já formalizada por Pedro Raymundo nos anos 1940

A versatilidade dos Irmãos Bertussi em executar tanto o repertório de baile regional, como o repertório mais urbano de tangos, valsas, boleros e outros, contribuiu ainda mais para o seu sucesso, pois tanto agradava o público leigo de diversas camadas sociais quanto o público atento dos músicos acordeonistas que estavam começando suas atividades na época.

80 ANOS DO LANÇAMENTO DO SUCESSO "ADEUS MARIANA"“Adeus Mariana”, primeira música no nosso estilo - um chote - gravada em...
19/07/2022

80 ANOS DO LANÇAMENTO DO SUCESSO "ADEUS MARIANA"

“Adeus Mariana”, primeira música no nosso estilo - um chote - gravada em setembro de 1943 e que foi sucesso nacional, fez com que o cantor exercesse uma grande influência na formação e expansão do cancioneiro do Rio Grande do Sul, que se reflete na música regionalista e, inclusive, nos festivais de música nativista.

Com esta canção simples e trajes típicos do Rio Grande do Sul, Pedro Raymundo se tornou, como observa Luiz Carlos Saroldi, “uma das marcas do Programa César de Alencar”, da Rádio Nacional, então o principal programa de auditório do país.

Deste modo, constitui-se no primeiro cantor gauchesco a ficar conhecido, graças ao rádio, fora do estado, chegando a inspirar o pernambucano Luiz Gonzaga a adotar também vestimentas típicas – no caso, as usadas no sertão nordestino – em suas apresentações.

A respeito, Tonico e Tinoco recordariam em suas memórias que somente Luiz Gonzaga, nos anos 1940, se igualava em popularidade ao “gaúcho alegre do rádio”. Pois “o homem que varreu a tristeza do dicionário”, outro slogan com o qual é apresentado aos ouvintes na época, aparece triste em uma velha edição da Revista do Rádio em dezembro de 1959, ele que em outros tempos servira, no auge, de capa à mesma publicação. Naquele ano, havia se submetido a uma cirurgia para corrigir um desvio no polegar e ficara com a mão paralisada, o que o afastaria da música durante dois anos.

Pedro Raymundo retoma suas apresentações em 1963 na Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, justamente a emissora em que se apresentara, duas décadas antes, então recém-chegado de Porto Alegre. No mesmo ano, volta ao Rio Grande do Sul e faz uma temporada na Rádio Gaúcha. Sem a mesma vitalidade de antes, logo transfere-se para a cidade de Lauro Müller, onde conduz o Programa Pedro Raymundo, às seis da manhã, na Rádio Cruz de Malta. Na mesma época, apresenta atrações semelhantes nas rádios Eldorado, de Criciúma, e Diário da Manhã, de Florianópolis. Em 1971, volta ao microfone da Rádio Gaúcha, porém em 09 de julho de 1973, aos 67 anos, faleceu no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro/RJ, vítima de câncer.

OS 60 ANOS DO LANÇAMENTO DO DISCO "BAILE GAÚCHO", DE TIO BILIA.O marco inicial da carreira de Tio Bilia se deu através d...
18/07/2022

OS 60 ANOS DO LANÇAMENTO DO DISCO "BAILE GAÚCHO", DE TIO BILIA.

O marco inicial da carreira de Tio Bilia se deu através do tradicionalismo. No ano de 1960, ocorreu o 7º Congresso Tradicionalista Gaúcho, na cidade de Santo Ângelo, no CTG 20 de Setembro. Nesse Congresso, segundo Nenê Bilia, os irmãos Bertussi estavam fazendo uma apresentação e chamaram os gaiteiros que estavam presentes para também se apresentarem. Na oportunidade, Tio Bilia estava presente e se apresentou tocando a música “Chimanguinha”, de sua autoria, a qual foi gravada posteriormente pelo artista.

A apresentação de Tio Bilia chamou a atenção dos irmãos Bertussi, os quais em 1961 solicitaram ao Major Maximiano Bogo, que além de ser militar também era um grande radialista da cidade – logo, conhecia diversos artistas – para que “arrumasse” um gaiteiro de gaita ponto para gravar um disco na gravadora Copacabana, de São Paulo.

Com o pedido, Major Bogo organizou um concurso de gaiteiros, o qual seria avaliado pelos irmãos Bertussi e contou com quatro participantes: Afonso de Miguel, Francisco Bortulussi, Ramiro Machado e Antônio Bilia (Tio Bilia). Nesse concurso, Tio Bilia sagrou-se o campeão.

Em 1963, os Bertussi foram até Santo Ângelo para buscá-lo e levá-lo para São Paulo para gravar um disco juntamente com Virgílio Nunes Pinheiro, de Caxias do Sul, no qual cada artista gravaria um lado do disco. Este foi lançado em 1963 com o nome “Baile Gaúcho”, sendo o primeiro LP da carreira de Tio Bilia.

Nas palavras do poeta Santo-angelense Valter Portalete, “Tio Bilia é um autodidata que fez escola”. Frase bem acertada, já que sua obra se tornou uma das mais importantes referências de repertório da música instrumental gaúcha.

QUEM SOMOS NÓS? Conheça agora um pouco sobre os proponentes do tema e como surgiu a ideia da sua criação.Andrei de Moura...
17/07/2022

QUEM SOMOS NÓS?

Conheça agora um pouco sobre os proponentes do tema e como surgiu a ideia da sua criação.

Andrei de Moura Caetano - De família tradicionalista, representa o Centro de Tradições Gaúchas Tio Bilia. Violonista desde os 11 anos de idade, foi Peão Farroupilha da 3ª Região Tradicionalista nas gestões 2017/2018 e 2019/2021 e 3° Peão Farroupilha do RS 2021/2022, Gestão Candeeiro. Desde sempre apaixonado pela música e pela declamação.

Daniel Müller Forrati - dedicado ao tradicionalismo desde muito cedo, também representa o Centro de Tradições Gaúchas Tio Bilia. Foi 2° Piá Farroupilha da 3ª Região Tradicionalista 2015/2016, 3° Guri Farroupilha da 3ª Região Tradicionalista 2017/2018, 1° Guri Farroupilha da 3ª Região Tradicionalista 2019/2021 e 1° Guri Farroupilha do RS 2021/2022, Gestão Candeeiro. Tem em seu peito a paixão pela gaita, pela música galponeira e pela chula.

A ideia do tema nasceu há muitos anos, quando falávamos da importância de os tradicionalistas conhecerem mais sobre o patrono da nossa entidade mãe, o Tio Bilia. Pós pandemia e já peões do RS, começamos a amadurecer a ideia pensando que precisávamos contemplar e valorizar mais a gaita em si e da mesma forma contemplarmos mais gaiteiros no tema, aumentando a sua abrangência e gerando maior identificação do público. Para isso, resolvemos trazer três ícones da música gaúcha, os quais executam os três tipos de gaita: a pianada, a botoneira e a cromática. Foi assim que percebemos que Honeyde Bertussi, Tio Bilia e Pedro Raymundo estariam comemorando 3 datas muito importantes em 2023. Com isso, nada mais justo que prestar esta homenagem a estes artistas através do tema e, com ele, estendê-la a todos os gaiteiros.

Em 2017, Daniel tinha uma palestra chamada: "Minha Gaita Conta a História". Diante disso, para a decisão do nome do tema, Andrei de prontidão se recordou dessa palestra e sugeriu este nome. Assim, veio ao mundo esta proposta dos Bilias, Missioneiros e eternos Candeeiros deste Rio Grande.

Buenas, gauchada! É com grande alegria que viemos hoje apresentar a nossa proposta para o Tema Anual do Movimento Tradic...
16/07/2022

Buenas, gauchada! É com grande alegria que viemos hoje apresentar a nossa proposta para o Tema Anual do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

No dia 30 de Julho de 2022 ocorrerá na cidade de Farroupilha (25ª RT) o 70º Congresso Tradicionalista Gaúcho, evento esse que tradicionalmente escolhe uma temática para nortear os trabalhos do movimento durante o período de um ano. Sendo assim, nossa proposta para viger no ano de 2023 se chama: "Minha Gaita Conta a História".

É comum ouvir falar que a gaita foi introduzida no Rio Grande do Sul por volta de 1846 com a família do imigrante Pedro Roth Birkenfeld, ou que ainda teve sua vasta disseminação de fato durante e após a guerra do Paraguai, mas mais importante que entender a introdução do instrumento em solo gaúcho é entender que este foi introduzido no “coração” do homem deste estado e, por isso, que assim como o cavalo, gaita por si só também é sinônimo de gaúcho.

A ideia central do trabalho consiste na conscientização da importância da gaita como instrumento fundamental para a construção da identidade cultural do gaúcho, entender sua história em solo gaúcho, como ela influenciou o jeito de ser do homem campeiro, bem como àqueles que foram expoentes e construtores de sua reputação como instrumento símbolo do estado do Rio Grande do Sul.

Uma das motivações mais importantes para a construção da proposta deste tema foi a valorização daqueles que quebraram barreiras através da gaita para que a cultura gaúcha chegasse aos pagos mais longínquos. Sendo assim, serão trazidos em evidência três dos principais responsáveis artistas que cumpriram este papel na construção e divulgação da música e da cultura gaúcha, sendo eles: Antônio Soares de Oliveira (Tio Bilia), que comemoraria em 2023 os sessenta anos do seu primeiro álbum, intitulado “Baile Gaúcho”, lançado em 1963, Honeyde Bertussi, o qual estaria, se vivo, completando 100 anos de vida em 2023 e, ainda, Pedro Raymundo, esse que nasceu catarinense e morreu como um dos gaúchos mais autênticos, o famoso gaúcho da era do rádio, ficando marcado pelo pioneirismo ao se apresentar devidamente trajado e tendo o seu sucesso “Adeus Mariana” completando 80 anos em 2023.

Endereço

Santo Ângelo, RS

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