09/06/2019
Processos identitários, reproduções de padrões e estereótipos de gênero, sexualidade, beleza, comportamento e hábitos.
"Um planeta para Pedro: discutindo estereótipos e problematizando referências culturais através da construção de um Processo de Drama.
O presente trabalho está vinculado à disciplina de Estágio Supervisionado de Docência em Teatro I - Ensino Fundamental, do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que vem sendo realizado, com a turma do 5o ano matutino da Escola Estadual de Educação Básica Profa. Margarida Lopes, localizada no bairro Camobi. O que se propõe é apresentar algumas discussões e problematizações referentes tanto à construção do Processo de Drama “Um planeta para Pedro”, como das questões e atravessamentos que buscamos refletir nesse processo. Durante a prática de docência, já nas primeiras aulas, alguns questionamentos começaram a surgir propondo um olhar mais atento e minucioso para as relações dos estudantes com o processo. Dentro disso, começamos a perceber que a experimentação com os personagens, pelos estudantes, no Processo de Drama, se desenvolveu para a maioria deles muito mais pela reprodução de suas referências televisivas e midiáticas, do que pela experimentação e criação imaginária de uma figura. Além da reprodução de estereótipos e formas, que dividem a turma em grupos de meninos e meninas, atentamos também para os temas e situações que cada um desses grupos propunham nos jogos e experimentações, da violência, morte e conflitos aos namoros, heroínas e fantasia. O estudo objetiva discutir como são apresentadas as referências culturais e sociais aos estudantes que acabam construindo suas identidades baseadas em reproduções de padrões e estereótipos de gênero, sexualidade, beleza, comportamento e hábitos. Além disso, é importante ressaltar o papel que a escola assume nos processos identitários, por meio de técnicas de vigilância, punição e normatização. As discussões teóricas são estudos que partem de Pereira (2015), Meyer; Soares (2004), Foucault (2018) e Bento (2011). Considerando o contexto atual que estamos vivendo, no que diz respeito à educação e as questões de gênero no espaço escolar, percebemos que o momento exige provocar rupturas e problematizações nos pequenos espaços que conquistamos na sociedade e na educação." - trabalho dos acadêmicos de teatro Amanda Pedrotti e Mateus Fazzioni.