17/04/2026
Iraciara 🖌️🎨
Juliana Faber, 2026
Óleo sobre tela, 40x50 cm
Pintura hiper-realista
Eu pintei Iraciara como quem escuta uma história em silêncio. Desde o primeiro olhar, senti que não se tratava apenas de um retrato, mas de uma presença, algo que carrega tempo, memória e verdade.
Essa obra começou a ganhar vida durante um workshop de pintura em Florianópolis. Foi ali, junto com outros alunos, em meio à troca, à entrega e ao aprendizado coletivo, que os primeiros traços surgiram. Mas Iraciara ainda tinha mais para revelar… e foi na Sala Secreta, nas minhas aulas online ao vivo, que finalizei cada detalhe, aprofundando luz, textura e expressão.
Abril, mês da consciência indígena, atravessa profundamente essa obra. Enquanto eu pintava, sentia que Iraciara não representava apenas uma mulher, mas muitas vozes. Essa pintura se tornou, para mim, uma mensagem de luta, resistência e existência. Uma forma de lembrar que esses povos seguem vivos, presentes, e merecem ser vistos com respeito, verdade e dignidade.
Enquanto construía cada camada da pele, fui percebendo que ali existia uma força que não precisava de palavras. As marcas no rosto não são apenas sinais do tempo, são caminhos vividos, histórias guardadas, resistências que moldaram quem ela é.
A faixa vermelha que atravessa seu rosto surgiu como um símbolo inevitável. Para mim, ela representa identidade, pertencimento e espiritualidade. É como se conectasse Iraciara à terra, às suas raízes, ao seu povo, algo que protege, que afirma, que sustenta.
Na pintura hiper-realista, eu busco mais do que técnica. Busco verdade. Busco alma. E em Iraciara, senti que cada detalhe precisava ser respeitado, não apenas reproduzido, mas sentido.
Iraciara não está apenas sendo vista… ela também nos observa.
Me conta, está obra te toca?
Beijos da Juh! 😘