Paisagem Sonora

Paisagem Sonora Em 2023, as ações culminam com a realização do V Festival Paisagem Sonora – Formação, Gestão e Difusão da Música, nos dias 20 e 21 de outubro.

O Paisagem Sonora – Programa de Promoção da Música do Recôncavo da Bahia tem como objetivo promover a valorização da diversidade musical contemporânea a partir das tradições originárias de matrizes africanas e indígenas da música. Desenvolve iniciativas de formação, qualificação profissional e difusão, gerando conhecimento sobre a Música Popular Brasileira, de modo a contribuir para a promoção do

intercâmbio entre fazedores da cultura, artistas, profissionais da música e a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), cujo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) é realizador da proposta junto à Fundação Nacional de Artes (Funarte).

O Olodum lançou hoje, duas publicações digitais que reafirmam a música, a memória e a educação como territórios de resis...
27/05/2026

O Olodum lançou hoje, duas publicações digitais que reafirmam a música, a memória e a educação como territórios de resistência e produção de conhecimento afro-brasileiro: Olodum: História e Cultura Afro-Brasileiras em 30 Músicas e Tambook: Partituras da Escola Olodum. Os dois livros podem ser baixados gratuitamente no site do Olodum () e também na página de Publicações em nosso site, já que o Festival é parceiro do Olodum nesta iniciativa.

O livro Olodum: História e Cultura Afro-Brasileiras em 30 Músicas, reúne composições selecionadas por sua potência estética, política e pedagógica, articulando temas como ancestralidade, resistência negra, diáspora africana e memória cultural brasileira. Já Tambook: Partituras da Escola Olodum apresenta uma seleção de partituras e arranjos desenvolvidos no contexto da Escola Olodum, transformando a prática musical em memória escrita e ferramenta formativa.

Ambas as publicações foram coordenadas pela conselheira pedagógica do Olodum, Mara Felipe. “O 25 de maio possui uma força política, histórica e afetiva muito coerente com o espírito dessas publicações, que ampliam o acesso de educadores, estudantes, músicos e pesquisadores a conteúdos fundamentais para a formação e a valorização da cultura afro-brasileira”, afirma Mara.

Para Danillo Barata, coordenador do Festival e Pró-Reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PROEXC/UFRB), a ação reforça “a importância dessas publicações como ferramentas pedagógicas para a implementação da Lei 10.639/03, fortalecendo práticas educativas interétnicas em todo o país”.

O Projeto Paisagem Sonora é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura () da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (), por meio de seu projeto de ações formativas Organizações da Resistência: Música e Educação. A parceria conta ainda com a , vinculada ao Ministério da Cultura (), e com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação.

Ontem foi um daqueles encontros em que livro, memória, arte e ancestralidade ocuparam o mesmo espaço. O lançamento de Al...
24/05/2026

Ontem foi um daqueles encontros em que livro, memória, arte e ancestralidade ocuparam o mesmo espaço. O lançamento de Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, integrou a programação da exposição Um Xirê para Emanoel e as atividades do Festival AKWAABA, reunindo amigos, artistas, pesquisadores e pessoas atravessadas pela força da obra de Alberto Pitta.

Fúnfún Dúdú apresenta o coração de uma trajetória que transformou tecido em linguagem, desfile em rito e cidade em espaço de leitura. Trata-se de um arquivo vivo de uma obra em movimento. Ao reunir panos, processos, memórias e ensaios, a publicação revela uma prática que costura histórias, cerze identidades e reafirma a potência da arte como gesto coletivo.

“Não se trata de explicar imagens, mas de habitá-las.”

Há décadas, Alberto Pitta faz do pano uma escrita viva, atravessada por axé, pela estética dos blocos afro, pelos terreiros, pelas ruas e pela invenção contínua de outras formas de imaginar o mundo. Sua obra retorna sempre ao corpo e à cidade como presença, memória e criação.

A publicação integra as ações do Selo Editorial Anjo Negro, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFRB (PROEXC/UFRB), em realização do Festival Paisagem Sonora e apoio financeiro da SECADI/MEC.

Lançamento | Alberto Pitta: Fúnfún DúdúNo dia 23 de maio, às 15h, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, rece...
19/05/2026

Lançamento | Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú

No dia 23 de maio, às 15h, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, recebe o lançamento do livro Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú, como parte da programação da exposição “Um Xirê para Emanoel” e das atividades do Festival AKWAABA, realizado pela Fundação Cultural Palmares.

A publicação apresenta o coração de uma obra que transformou tecido em linguagem, desfile em rito e cidade em sala de leitura. Ao reunir décadas de criação, o livro reafirma Alberto Pitta como um artista fundamental da visualidade afro-brasileira, capaz de fazer do pano uma escrita viva, marcada por axé, coletividade e trânsito entre ateliê, terreiro e avenida.

Em Fúnfún Dúdú, branco e preto, a poética de Pitta revela sua força cromática, simbólica e espiritual. Seus grafismos, estampas e composições convocam ferramentas de orixás, búzios, geometrias, frases-poema e memórias urbanas, construindo aquilo que podemos compreender como um verdadeiro sambaqui visual: um arquivo sensível, acumulado por camadas de vida, ancestralidade, festa, política e invenção.

O livro também percorre a ecologia cultural em que sua obra se forjou, em diálogo com blocos afro, afoxés, terreiros, cortejos e experiências fundamentais da cultura negra baiana. Nessa paisagem, o Cortejo Afro, fundado em 2 de julho de 1998, ocupa lugar decisivo ao reinventar o vocabulário visual do carnaval negro de Salvador, articulando tradição e contemporaneidade em permanente tensão criadora.

Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú é um livro-arquivo de uma obra em movimento. Ele nos convida a compreender o vestir como enunciação, o cortejo como aula pública e a rua como instituição estética, política e pedagógica.

A publicação é uma iniciativa do Selo Editorial Anjo Negro, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), com o apoio do Festival Paisagem Sonora e apoio financeiro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC).

Ontem foi dia de chegada dos presentes de Iemanjá e Oxum ao barracão do Bembé do Mercado. Um momento de profunda beleza,...
17/05/2026

Ontem foi dia de chegada dos presentes de Iemanjá e Oxum ao barracão do Bembé do Mercado. Um momento de profunda beleza, fé e encontro, que mobiliza memórias, afetos e ancestralidades que atravessam gerações no Recôncavo Baiano.

No contexto do Bembé do Mercado, cada gesto carrega um sentido que ultrapassa a dimensão ritual. A chegada dos presentes é também expressão de gratidão, celebração da vida e reafirmação dos vínculos entre comunidade, território e espiritualidade. São águas que carregam histórias, pedidos, esperanças e a permanência de uma herança cultural construída pela força e resistência do povo negro.

Desde 1889, o Bembé do Mercado constitui um espaço de celebração e afirmação coletiva, reunindo saberes, religiosidades e modos de existir que permanecem vivos na memória e na experiência cotidiana dos terreiros e das comunidades do Recôncavo.

Celebrar esses momentos também é reconhecer que patrimônio não é apenas aquilo que se preserva em documentos ou registros oficiais. Patrimônio é aquilo que continua pulsando, sendo vivido, compartilhado e transmitido.

📖 Conheça mais sobre essa história por meio do Dossiê Bembé do Mercado, publicado pelo Selo Anjo Negro da PROEXC/UFRB.

➡️ Acesse o link da bio e faça o download.

A publicação do Dossiê Bembé do Mercado contou com apoio financeiro da SECADI/MEC, da Fundação Cultural Palmares e do IPHAN, fortalecendo ações de salvaguarda, memória e valorização das culturas afro-brasileiras.

"O Bembé do Mercado é a nossa liberdade posta em praça pública."Manifestação cultural e religiosa centenária na cidade d...
13/05/2026

"O Bembé do Mercado é a nossa liberdade posta em praça pública."

Manifestação cultural e religiosa centenária na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, o Bembé do Mercado é patrimônio histórico imaterial do Brasil.

Para os terreiros do Recôncavo, o Bembé do Mercado é um encontro sagrado e ancestral desde 1889, após um ano da abolição da escravidão no Brasil. É o momento em que nos reunimos para saudar a ancestralidade, agradecer aos orixás e reafirmar o protagonismo histórico de João de Obá, homem negro e babalorixá, escolhido pelos orixás para articular os terreiros e celebrar o fim da escravidão. Essa atitude, há 136 anos, já demonstrava o ímpeto de coragem, ousadia e profunda consciência política e afirmativa do povo negro do Recôncavo da Bahia.

O reconhecimento do Bembé do Mercado como Patrimônio Histórico Imaterial é fundamental para as lutas políticas do povo de santo porque, antes de ser celebração, o Bembé é testemunho vivo da nossa sobrevivência. Quando o Bembé do Mercado foi reconhecido primeiro como patrimônio de Santo Amaro, depois da Bahia e, por fim, do Brasil, não foi apenas a celebração que ganhou um título. Foi o povo de santo que conquistou um direito histórico.

Celebrando o Bembé do Mercado, convidamos vocês a conhecer o Dossiê de Registro "Bembé do Mercado". Esse documento foi originalmente elaborado com o propósito de subsidiar o pedido de registro do Bembé como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, no âmbito do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O processo culminou em sua aprovação por unanimidade no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 13 de junho de 2019.

➡️ Clique no link da bio, acesse nosso site e faça o download do livro.

📷 As imagens que ilustram este carrossel são da fotógrafa Zeza Maria.

A publicação do Dossiê "Bembé do Mercado" foi viabilizada com o apoio financeiro da SECADI-MEC / Fundação Cultural Palmares / IPHAN.

Na última terça-feira, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, realizamos o encerramento da primeira edição do prog...
09/04/2026

Na última terça-feira, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, realizamos o encerramento da primeira edição do programa Música e Educação para as Organizações da Resistência, em uma manhã marcada pela presença dos estudantes da Escola Mãe Hilda Jitolu e pela força de uma experiência formativa enraizada na cultura, na memória e na afirmação da identidade negra.

O encontro celebrou a conclusão desta primeira etapa e também anunciou a continuidade do projeto em 2026, com a renovação da parceria entre a PROEXC/UFRB, Secadi/MEC, o Ilê Aiyê, o Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, o Olodum e a Casa da Ponte.

Esta ação também reafirma a importância da parceria entre a PROEXC/UFRB e a SECADI/MEC, fundamental para a sustentação institucional e para a viabilização financeira de iniciativas que reconhecem as organizações da resistência negra como territórios de formação, produção de conhecimento e transformação social.

Na parte da tarde, tivemos ainda o memorável lançamento de Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê, obra organizada por Valéria Lima, que se inscreve como arquivo vivo da memória, da educação e da resistência afro-brasileira.

Seguimos fortalecendo a música, a educação e a cultura como campos estratégicos de resistência, formação cidadã e construção de futuros.

Lançamento | Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê AiyêO Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu e a Pró...
28/03/2026

Lançamento | Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê

O Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia convidam para o lançamento de uma obra que se inscreve como arquivo vivo da memória, da educação e da resistência afro-brasileira.
Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê, organizada por Valéria Lima, reúne composições que atravessam décadas e consolidam a música como linguagem pedagógica, histórica e política no contexto das organizações negras no Brasil.
A publicação integra o projeto Música e Educação para as Organizações da Resistência, desenvolvido pela UFRB, por meio da PROEXC e do Selo Editorial Anjo Negro, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação. A iniciativa reconhece as organizações culturais negras como territórios fundamentais de produção de conhecimento, formação cidadã e elaboração de pedagogias próprias.
Ao reunir as músicas-tema do Ilê Aiyê, fundado em 1974 no Curuzu, a obra evidencia o papel central do bloco como projeto estético, político e educativo, que transforma o carnaval em espaço de construção da memória da diáspora africana e de afirmação da identidade negra no Brasil.
Destaca-se também a atuação do Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, cuja trajetória se constitui a partir do legado de Mãe Hilda Jitolu, afirmando-se como espaço de formação, fortalecimento das mulheres negras e promoção de práticas educativas e culturais enraizadas na ancestralidade.

Esta antologia constitui um instrumento pedagógico e político, alinhado às diretrizes da Lei 10.639/2003, contribuindo para a ampliação das políticas de educação étnico-racial e para a valorização das epistemologias afro-brasileiras.

📍 Lançamento
🗓 07 de abril
🕑 14h
📌 Senzala do Barro Preto – Curuzu, Salvador

Realização: Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu | Ilê Aiyê
PROEXC/UFRB | Selo Editorial Anjo Negro | SECADI/MEC

O Selo Editorial Anjo Negro, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Fundação Cultural P...
14/03/2026

O Selo Editorial Anjo Negro, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Fundação Cultural Palmares, dá início a mais uma iniciativa dedicada à memória e difusão das organizações históricas da resistência negra no Brasil. Neste ano, será elaborado um livro dedicado à trajetória da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), instituição fundada em 1832, na Bahia, reconhecida como a mais antiga associação negra regulamentada em funcionamento no país.

Criada por homens negros livres, libertos e escravizados, a SPD nasceu como um poderoso gesto de solidariedade e luta coletiva em um período marcado pela escravidão. A organização reunia recursos para comprar alforrias e oferecer suporte jurídico e social à população negra, tornando-se um instrumento fundamental de autodeterminação e liberdade.

Ontem, o Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFRB, Prof. Danillo Barata, esteve em encontro com a presidente da SPD, Dona Lígia Gomes, ocasião em que foram entregues publicações do Selo Editorial Anjo Negro e iniciadas as articulações para o desenvolvimento da obra.

A previsão é que o livro seja publicado em dezembro deste ano. Compartilharemos aqui os próximos passos desse trabalho, que reafirma o compromisso da universidade com a preservação das memórias e das histórias da resistência negra no Brasil.

Encerrando a 7ª edição do Festival Paisagem Sonora com o coração cheio de gratidão. 🔆Realizar um festival que une produç...
15/12/2025

Encerrando a 7ª edição do Festival Paisagem Sonora com o coração cheio de gratidão. 🔆

Realizar um festival que une produção e lançamento de livros, documentário, formação, gestão musical e grandes performances é um desafio que só é possível com parcerias sólidas e um público apaixonado.

Foram quase 2 mil pessoas nos três dias de ocupação. Nosso muito obrigado: Ao mestre Alberto Pitta, pela inspiração, pela resistência e por colorir nossa história; Ao público, que esgotou os ingressos e lotou a Casa Rosa com a melhor energia; Aos artistas, muito obrigado pela entrega e apresentações incríveis que levaram o público ao êxtase, À UFRB e aos patrocinadores/apoiadores por viabilizarem essa política pública de cultura; E a toda equipe técnica e de produção que trabalhou nos bastidores para entregar excelência.

Seguimos juntos e fortes, já pensando na próxima edição. Até 2026!

Acordei hoje com uma saudade... 🔆Os papos com Alberto Pitta e Lazzo Matumbi foram um dos que marcaram a edição do Paisag...
15/12/2025

Acordei hoje com uma saudade... 🔆

Os papos com Alberto Pitta e Lazzo Matumbi foram um dos que marcaram a edição do Paisagem Sonora deste ano.

Trocar ideia com Pitta sobre as possibilidades de reconfigurar o carnaval negro da nossa cidade foi urgente, importante e potente.

E ouvir “Atrás do Pôr do Sol” do ladinho de e fazer um faixa a faixa foi muito especial para todos os presentes no Teatro Cambará, na .

📸 fotos:

Endereço

Salvador, BA

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