21/09/2020
Há 7 anos atrás estreavamos nosso primeiro espetáculo e fundavamos nossa coletividade. O ano foi 2013, aqui em Salvador/BA pouco se ouvia falar sobre questões das dissidências de gênero e sexualidade, e em 21/09/2013 recebendo a primavera, lançamos Lady Lilith para o mundo.
Ali, num cenário onde pouco se ouvia falar e nunca se gostaria de debater e conversar tencionamos o campo das artes cênicas soteropolitana para visibilizar nossas questões, as questões de uma coletividade comporta por pessoas LGBTQIA+.
O espetáculo Lady Liliths é uma ocupação artística cunhada nas experiência individuais das atuantes acerca do encontro com esse grande arquétipo da monstruosidade que é LILITH.
Temos certeza que foi ela que nos trouxe até aqui, temos certeza que as nossas vidas importam porque somos filhas de uma grande deusas, a mãe das prostitutas, dos bêbados, daqueles seres que vagam na noite e apontam o caminho para subversão da luz no escuro.
É a Lua Negra que aponta nossos caminhos, é na sombra e na luz que insistentemente estamos cravando nossos nomes da história das artes da nossa cidade, estado e país.
Escrevemos esse texto para comemorar e celebrar a nossa insistência e persistência de prosseguir sem os aparatos financeiros e estruturais necessário para continuarmos.
Celebramos aqui a nossa coragem, celebramos aqui todas as parcerias firmadas até agora. Foi no primeiro dia da primavera que apresentamos Lilith para o mundo e seguimos como flores que desabrocham, murcham e renascem plenas e belas.
Aqui celebramos também as existências LGBTQIA+artísticas e todos os agrupamentos LGBTQIA + que insistem em fazer arte dissidente nos país.
Continuemos juntas, o caminho é longo, só estamos no começo dessa história.
SALVE LADY LILITH
SALVE O COLETIVO DAS LILITHS
SALVE AS ARTISTAS INDEPENTES LGBTQIA+
SALVE AS QUE ESTAO VIVAS!