19/07/2023
Na última terça-feira (18), entre às 20h e 21h fomos abordados pela GCM de Caieiras no espaço onde realizamos nossos treinos e aulas voluntárias de dança (breaking) para crianças e jovens. Durante a primeira abordagem, por volta das 20:30h, os Guardas Civis Municipais notificaram que receberam ligações de moradores reclamando sobre o volume do som. O Secretário de Cultura, , solicitou a continuidade do treino em outra sala do espaço. Continuamos no mesmo local treinando com a caixa de som desligada (isso por volta das 21:00, antes da lei do silêncio se tornar vigente). Às 21:20 fomos abordados novamente pela GCM informando a mesma reclamação dos moradores, e dessa vez convocando o Prefeito para conversar com a gente no local. Após uma espera de aproximadamente 40 minutos, os Guardas foram embora, e o Sr. Prefeito não compareceu. Ou seja, paralisaram a aula e nos deram uma canseira desnecessária.
Uma observação importante é que usufruímos desse espaço de educação junto dos nossos alunos e de outros artistas há mais de 5 anos, no mesmo local onde fomos alvo de denúncias.
Nossos treinos são às terças e quintas das 19h às 21:30h e propomos para além de um espaço aberto para treinar dança (breaking), um ambiente onde podemos realizar aulas voluntárias para crianças e jovens que se sentem interessados na cultura hip hop. Desde que estamos presentes nesse espaço realizando nossos treinos e aulas, essas abordagens pela GCM são frequentes, assim como o descaso e a falta de apoio ao movimento. A valorização da cultura hip hop precisa ser vista com mais cuidado e zelo, essa nota busca ampliar a perspectiva daqueles que dizem apoiar e olhar para nós e para o nosso movimento. Ainda não nos sentimos representados por aqueles que dizem olhar as necessidades da periferia e da arte e cultura periférica. O hip hop é exemplo de desenvolvimento humano, artístico e social e enxergamos que o poder público da cidade não busca acolher essa cultura com seriedade e compromisso. O objetivo dessa nota é reivindicar a cultura periférica como instrumento de mudança social. Essa é nossa luta e não abriremos mão. Nenhum direito a menos!