25/02/2026
A Associação Companhia Movimento Cênico celebra, com orgulho institucional, a homenagem prestada pela escola de samba à escritora sacramentana Carolina Maria de Jesus no Carnaval.
Ver seu nome e sua trajetória ecoarem na Marquês de Sapucaí , maior palco da cultura popular brasileira , constitui um marco histórico para Sacramento e para a literatura nacional. Carolina foi exaltada não apenas como autora consagrada, mas como símbolo de resistência ética, consciência social e força literária insurgente.
Como ecoou na Avenida:
“Eu sou filha dessa dor
Que nasceu no interior de uma saudade
Neta de Preto Velho que me ensinou os mistérios…”
E ainda:
“A palavra é arma contra a tirania
Sou a liberdade, mãe do Canindé”
Os versos reafirmam suas raízes interioranas, a ancestralidade como herança civilizatória e a escrita como instrumento de emancipação. Ao inscrever Carolina na narrativa do Carnaval, a escola reafirmou que cultura popular é também espaço de produção de conhecimento, pedagogia social e reconstrução de memórias historicamente silenciadas.
As escolas de samba, muito além do espetáculo, constituem territórios de educação coletiva. Na Avenida, história e arte se entrelaçam, transformando enredo em consciência crítica e desfile em afirmação identitária.
Registramos, ainda, nossos cumprimentos à professora , diretora da .carolina , e à pesquisadora .garcia.92372 , que representaram Sacramento com compromisso intelectual e profundo respeito à memória da autora.
Que este momento amplie o reconhecimento da obra de Carolina e inspire novas gerações a compreenderem que literatura é também ato político, que cultura popular é patrimônio de saberes e que as raízes mineiras seguem fecundas na construção de futuros mais justos.
Carolina permanece viva.
Viva em cada mulher que escreve sua própria história.
Viva em cada voz que resiste.
Viva em cada periferia que transforma dor em palavra, e palavra em liberdade.