11/09/2021
Um texto íntimo
Somos apenas poeira no espaço cósmico infinito das possibilidades sem limites. Quando somos algo, esperamos no íntimo que esse estado de ser nos complete como se ser algo fosse o estado máximo da felicidade humana, no entanto, é sabido que não somente ser é importante para a felicidade plena, mas também há a necessidade do sentir e do estar. Quando se fala em sentir, o sentido dessa situação como caminho para a felicidade é entender e compreender que para se ser feliz existe a necessidade de saber e conhecer o sentido da tristeza, do sentimento de perda, das angústias e do sofrimento. Não há sentido em querer explicar o estado da felicidade sem entender o sentido do sentimento contrário pois como poderia ser concebido uma explicação para algo que se sente sem entender ou ter vivido o seu oposto imediato? A título de comparação, pode ser utilizado a ideia de um certo alimento que se há repulsa por sua aparência e que, no entanto, você nunca experimentou. Muitos dizem que é bom o sabor, porém, devido á aparência, você o nega e não se permite experimentar. A felicidade em si é óbvia por si só: alegre, sorridente e calorosa. Ou seja, ela tem um sabor ótimo e agradável. A tristeza em si já é repugnante, asquerosa e horrível. Seu sabor é horrível. Sabe-se disso tudo devido à experiência do próprio sentir, assim como os filósofos da Antiguidade se permitiram ser tristes para poder saborear a felicidade plenamente.
Por fim, entende-se que a felicidade não é um estado contínuo mas sim inconstante pois se todo mundo não tivesse tristezas e todos fossem felizes em pouco tempo essa felicidade perderia o sentido. Então, permita-se sentir suas tristezas em seu tempo e quando for feliz aproveite ao máximo.
Fabiano Renan de Toledo