Direção: Elias Andreato.
- Temporada online, dias:
17, 18, 19, 20 e
24, 25, 26 27 de junho.
Às 21h. (em breve, mais informações)
Espetáculo baseado na Vida e Obra de Teresa D’Ávila (1565), mística e poeta espanhola. A peça mostra um fictício embate entre a monja carmelita e o Inquisidor, que a acusa de subversão e heresia. O texto de Juan Mayorga, agraciado em 2013 pelo Ministério da Cultura
espanhol com o prêmio de melhor texto de literatura dramática, teve estreia no Brasil em 2015 com temporadas de sucesso de público e crítica no CCBB (SP), Teatro Eva Herz (São Paulo); CCBB Brasília; CCBB Belo Horizonte; além de circulação por 20 CEUs (Centro de Educação Unificado) na Grande São Paulo com sessões seguidas de debates com o público. Além de mística e poeta, Teresa d’Ávila foi uma mulher de ação, fundando dezessete conventos de Carmelitas Descalças em toda Espanha. Como acontece com toda pessoa que está à frente de seu tempo, sobretudo tratando-se de uma mulher, foi mal compreendida e perseguida pelos setores conservadores da Igreja e da sociedade espanhola do final do século XVI. A Língua em Pedaços dá ao público brasileiro a oportunidade de conhecer melhor, no V centenário de seu nascimento, a vida e o pensamento daquela que é considerada uma das maiores personalidades femininas do segundo milênio. O espetáculo acontece na cozinha do Mosteiro São José, primeiro convento de Carmelitas Descalças, fundado por Teresa (Ávila, 1562). A ação concentra-se no confronto entre a monja carmelita e o Inquisidor, duas personagens de mentes brilhantes, porém com distintas percepções teológicas. De um lado, temos uma mulher de coragem, que está sendo acusada de profanação por suas experiências místicas (visões e arrebatamentos) e pela cisma que promoveu na Igreja Católica. Do outro lado, está um homem de mente aguda, farejador de hereges, representante do poder eclesial. Ao Inquisidor (e ao público de hoje) cabe a desafiadora tarefa de tentar decifrar ou render-se ao enigma Teresa d´Ávila. Teresa d´Ávila escreveu, ao lado de São João da Cruz, o melhor da poesia ascética e mística de língua espanhola. Ambos pertencem ao chamado Século de Ouro na Espanha, época que abrange do Renascimento do século XVI ao Barroco do século XVII. Santa Teresa é patrona dos escritores de língua espanhola e considerada um dos maiores patrimônios culturais da Espanha. Sua autobiografia O Livro da Vida é o clássico literário mais lido neste país depois de D. Quixote, de Cervantes.
“Teresa aparece-nos como uma personagem contracorrente, prematura em seu próprio tempo e no nosso. Seu interesse para os dias atuais independe de crença. Mesmo um ateu, que não acredita em sua mística, pode se sentir fascinado pelo ser humano Teresa. Pode e deve sentir-se tocado por essa personagem. E sempre será menos importante o que dizemos sobre Teresa do que ela possa dizer sobre nós” (Juan Mayorga). Ficha técnica
Texto: Juan Mayorga.
Tradução: Washington Luiz Gonzales.
Direção: Elias Andreato.
Elenco: Ana Cecília Costa e Joca Andreazza.
Idealização do projeto: Ana Cecília Costa
. Figurino e cenário: Fabio Namatame.
Iluminação: Cleber Ell
. Trilha sonora: Daniel Maia
Cantora (Trilha): Ligiana Costa.
Produção: Em cena produções e Grupo Botija
. Direção de Produção: Felipe Calixto e Maciel Silva
. Produção executiva: Roberta Viana.
Administração do projeto: Felipe Calixto . Criação de Design gráfico: Vicka Suarez.
Designer gráfico: Gustavo Araújo.
Criação de conteúdo para redes sociais: Luiz Felipe Pedroso
(Criar Com Vc). Captação audiovisual: Letícia Ribeiro e Sérgio Veríssimo.
Assessoria de Imprensa: Morente Forte.
Realização: Ministério do turismo, Secretaria Especial da Cultura e Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura
Duração: 60 minutos
Recomendação: 12 anos