03/06/2026
O Aso’îaba (o famoso manto de p***s Tupinambá) estava na Dinamarca e agora é a principal atração de um museu brasileiro, mas dez dos onze mantos originais ainda estão lá fora.
A gente só percebeu o buraco quando um deles estava para voltar em 2024 e 170 Tupinambás acamparam no Museu Nacional para recebê-lo.
Antes disso ninguém nem sabia da existência de tal artefato.
Será que estamos fazendo a mesma coisa com o cauim?
Hans Staden e Lery beberam, os Tupis brindavam com ele, estava aqui muito antes de o Brasil existir. Aí veio a colonização, chamou de “coisa de índio” e a gente esqueceu.
Imagina a cena: daqui a cinco anos uma startup de San Francisco lança o “Manioc Booze”. Ou o Japão patenteia o “Tapioca sake”. Aí todo mundo corre para provar, posta story, acha sofisticado. 🙄
Devemos mesmo esperar até que eles contem a nossa história?
E vou te falar, a bebida é surpreendentemente boa de mais: equilibrada, diferente, um baita umami… realmente, uma bebida única.
O CAUIM TIAKAU não é invenção, é cauim contemporâneo. É resgate. Feito com mandioca brasileira, sem mastigação, do jeito que dá para beber hoje sem perder a raiz.
Já bebeu cauim?
Se a resposta for não, a pergunta não é sobre bebida. É sobre memória.
T’ereîkokatu*” - ‘que estejais bem! - saúde em Tupi antigo’
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