05/11/2025
MUITO BARULHO POR NADA 70'S
Da obra de William Shakespeare
Direção, tradução e adaptação: Eliete Cigaarini
Elenco: Carla Reis, Celina Diaz, Denner Martins, Felipe Godoi, Giovanna Tomaz, Jennifer Paula, João Pedro Martins, Nicolas Turiel, Rodolfo Rodrigues e Vini Zafra.
Figurinos: Bruno Eustáquio
Produção e Realização: ShakeCena Cia de Pesquisa Teatral e Creartes Produções Artísticas Ltda
De 22 a 30 de novembro - sab 21h e Dom 20h
Teatro Garagem
A história de Muito Barulho por Nada
A comédia Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare, ganha nova vida nesta montagem ambientada nos vibrantes anos 1970 — década marcada pela liberdade, pela música, pela moda ousada e pelas transformações sociais. A história se passa em uma casa de campo, em uma cidade fictícia, onde o clima é de festa e descontração, embalado por trilhas de época, cores psicodélicas, um espírito de rebeldia após terem ultrapassado uma Revolução Civil.
No centro da trama estão dois casais muito diferentes: Cláudio e Hero vivem um amor romântico, cheio de idealizações e mal-entendidos, enquanto Benedito e Beatriz travam um duelo verbal inteligente e espirituoso, fingindo desprezo enquanto escondem uma paixão latente. Entre festas, fofocas e armadilhas sentimentais, os personagens se enredam em intrigas que revelam o poder das palavras e das aparências.
Quando o vilão John espalha uma calúnia sobre Hero, o amor de Cláudio é posto à prova e o clima de celebração se transforma em confusão e dor. Mas, como toda boa comédia shakespeareana, a verdade vem à tona, os mal-entendidos são desfeitos e o perdão restaura a harmonia — sempre com humor, música e reviravoltas.
Nesta adaptação setentista, o enredo ganha novas cores: a leveza e a ousadia da década reforçam o espírito irreverente da peça. As batalhas de palavras viram jogos de sedução ao som de rock, soul e disco music; as festas são cheias de brilho, dança e exagero; e o amor, como na vida e na arte, continua sendo o grande protagonista — um sentimento que atravessa os tempos, entre o drama e a celebração.
# shakespeare