26/07/2026
Mais um ano sem alcançar o objetivo principal. Mais uma eliminação vexatória. Mais um ciclo de erros repetidos. Antes, o problema era a Associação; agora, sob a falsa promessa da SAF, o futebol do clube foi entregue a um homem arrogante, centralizador, desequilibrado, de metodologia ultrapassada e incapaz de admitir suas falhas. A gestão do futebol coleciona erros que ficam até difíceis de enumerar, mas todos centralizados na figura de Alex Bourgeois — o mesmo homem que prometeu que no ano que vem estaríamos na Série B, mas que afasta pessoas qualificadas e sufoca quem está lá dentro. Os exemplos são Tadeu, homem responsável pelas transferências da Portuguesa, segundo o próprio Alex "não entende nada de futebol" e por isso não é ouvido, enquanto Marco Antônio virou um mero figurante, sem voz e sem autoridade perante seu chefe, que óbvio que também tem suas parcelas de culpa.
Olhando para o planejamento e para a montagem do elenco, após um Paulistão razoável, a saída de algumas peças era inevitável, mas a reposição foi vergonhosa. O elenco mais caro da Série D teve como base titulares que eram 3ª opção no Estadual, atletas contratados sem a menor condição física (que três meses depois não conseguiam jogar sequer um tempo com intensidade) e reforços bizarros, como a última contratação de um jogador RESERVA de um time já eliminado na primeira fase da própria Série D. Salvo raras e honrosas exceções — e eles sabem quem são —, faltou futebol e compromisso. A torcida já sabia do risco, mas a diretoria teve a capacidade de consultar os próprios jogadores para saber se precisavam de reforços ou se "se garantiam", visando um bicho maior. Onde já se viu o elenco mandar no planejamento do clube?
E na beira do gramado, a incapacidade do técnico Ademir Fesan ficou escancarada. Ele começou o campeonato dizendo que o elenco era ideal e que não precisava de ninguém, para ontem ter a pachorra de dizer que faltavam opções. Desde o início dos trabalhos, o time não apresentou nenhuma evolução e o jogo decisivo foi um show de horrores: time sem padrão, tática do chutão e um zagueiro improvisado de centroavante desde o início do 2º tempo. Fesan manteve atletas que erraram 100% das jogadas no primeiro tempo. Sua demissão é inevitável. Seu trabalho foi fraco, covarde e submisso. Se tiver um pingo de hombridade, pede para sair ainda esta semana.
Passando para o extra-campo e para a postura desses jogos decisivos, a SAF prega muito sobre inteligência e "trabalho psicológico", mas o que vimos foi um desastre. Nosso principal artilheiro largou o time na mão com uma atitude infantil, e os principais jogadores do elenco quase saíram na porrada no intervalo da partida no Canindé. Para piorar a falta de caráter da diretoria, na última sexta-feira fomos informados de que não poderíamos conversar e demonstrar nosso apoio aos jogadores por uma suposta decisão dos atletas. Ontem a verdade veio à tona: os jogadores queriam sim o contato com a torcida, mas o arrogante Alex Bourgeois proibiu.
Não bastasse o fiasco dentro das quatro linhas, a comunicação e o marketing da SAF foram uma atração à parte de tão horrorosos. A comunicação da Portuguesa veio de mal a pior depois que foi assumida por pessoas da SAF. Não há paixão, não há sentimento; é um trabalho frio e vazio, feito por quem nem sabia o que era futebol — né, Marcelo? No jogo mais importante do ano, preferiram se calar em vez de convocar o torcedor para perto. Um trabalho fraco, pequeno e que não acrescenta nada à história do nosso clube.
Diante de todo esse cenário, queremos saber publicamente: André Berenguer está satisfeito com o trabalho desastroso feito por Alex Bourgeois, ou vocês também só estão aqui por causa do terreno do Canindé? E ao Dr. Leandro, exigimos que honre sua postura como presidente da Associação, cobre a SAF e faça vatler o seu papel em defesa da instituição.
A Portuguesa é gigante. Vocês são passageiros.
Foto: fcmpo • Fábio Soares
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