Poesias Que Fiz Ou Deveria Ter Feito

Poesias Que Fiz Ou Deveria Ter Feito Para nós que gostamos escrever. Ou compartilhar textos que valeram a pena termos lido. É um depósito de textos. Davi D. C.

O Outono do Patriarca, de Gabriel García Márquez: uma maravilhosa e difícil metáfora sobre a ditadura na América LatinaA...
05/08/2026

O Outono do Patriarca, de Gabriel García Márquez:

uma maravilhosa e difícil metáfora sobre a ditadura na América Latina
A riqueza de ironia e humor da obra é maravilhosa, contrastando com a triste situação de uma América Latina em pó, que vendeu seu mar caribenho para os norte-americanos — referidos na obra de forma satírica como os "gringos" ou embaixadores dos Estados Unidos — e acabou cercada pelo deserto.

Para compreender melhor a obra durante a leitura, consultei a Inteligência Artificial do Google, que trouxe os seguintes comentários sobre o início do livro:

"No livro O Outono do Patriarca, o leite levado diariamente aos quartéis logo nas primeiras páginas simboliza a submissão absoluta da sociedade e a institucionalização do poder do ditador sobre o cotidiano do país. A cena mostra as vacas subindo as escadas do palácio presidencial para serem ordenhadas e abastecerem o regime. Essa imagem surrealista carrega uma forte carga simbólica:

Controle total dos recursos:

O leite, um alimento básico que deveria nutrir a população e as crianças, é desviado prioritariamente para os militares (os quartéis).

Isso mostra como a ditadura drena a riqueza e o sustento da nação para manter o aparato de opressão.

A decadência do palácio:

Colocar animais de fazenda circulando livremente pelos salões oficiais do governo sublinha o estado de abandono, caos e degradação moral daquele regime decadente.

O absurdo institucionalizado:
A população e os próprios soldados aceitam essa rotina absurda como algo normal. García Márquez usa esse elemento do realismo mágico para mostrar como regimes totalitários conseguem normalizar as maiores bizarrices no dia a dia das pessoas."

A meu ver:

O livro é um triste e lindo poema de leitura subjetiva e velada.

Ele exige espírito, um pouco de pesquisa e pede para ser saboreado com calma e reverência.

Cada trecho sem pontuação transborda a irracionalidade do mundo mágico e fantástico das palavras poéticas que descrevem a nossa miséria humana.É o retrato dos ditadores com seus afilhados famélicos e suas canções de amores ilusórios; uma vaca na sacada da pátria de um "país de m***a".

Na desordem do palácio presidencial, era impossível estabelecer onde de fato estava o governo, em meio a políticos sagazes e impávidos aduladores que proclamaram o ditador como o "corregedor dos terremotos, dos eclipses, dos anos bissextos e outros erros de Deus".

Amém pra nós também !

Davi D C

12/06/2026

Em louvor à vida
Davi D. C.

À vida que se nos oferta
Em sua plenitude e graça,
À sua beleza material

Dedico minha Louvação.
Em toda sua plenitude
De células vivas e mortas

Que se espalham pelo universo
Dedico minha louvação.
Eu louvo a força criativa

E tão provisória da vida
Que num momento se constrói
E noutro se auto destrói.

Depois se reconstrói em sua
Eterna lógica dialética.
Louvo as belezas naturais

Das plantas animais insetos,
Sua arquitetura inigualável.
Eu louvo a força criativa

Presente no espírito humano
Louvo as construções culturais
Do homem animal que ameja

Eterna espiritualidade; e
À vida presente em meu corpo,
Em minha saúde e doença,

Que eu não posso e nem quero
Presentear com a eternidade,
Dedico minha louvação.

(10/12/18 – 29/11/19)

12/06/2026

O último dos poetas( ou sentimentos banais)
(Davi d. C.)
2.015

Resolvi tornar-me poeta profissional.
Todo dia me sentarei diante da tela
Qual galinha que se senta sobre ovos
E lá ficarei até que nasçam meus poemas.
E criarei sentimentos sentidos ou não.

Seguirei os conselhos de Fernando Pessoa
Serei um poeta fingidor literalmente
Fingirei minha dor meu prazer e o meu amor.
Farei até mesmo poemas por encomendas.
Doceira, farei milhares de doces poemas

Para aniversários namoros e casamentos.
Alfaiate, eu costurarei todos os meus versos
Bem elegantes para todas as ocasiões.
Tornar-me-ei uma fábrica de sentimentos.
Cantarei todos os amores felizes ou tristes.

Eu exaltarei a importância da amizade.
Chorarei com pobres que no mundo passam fome,
Poemas que emocionam ao serem lidos e ouvidos.
Eu denunciarei todas as injustiças sociais
Pra candidatos da situação e oposição.

Bradarei contra a destruição da natureza,
Preservação de plantas águas e animais
Para justificar as empresas poluidoras
Para publicidade de seus novos produtos.
Cantarei também pra pessoas muito sensíveis,

Para os que adoram a beleza da natureza,
A beleza do por do sol e a alegria
Da chuva bem refrescante que cai repentina
Depois da longa secura de uma estiagem.
Versejarei todos os corações partidos,

Sobre todos os amores não correspondidos.
A mãe que deixou saudades no Dia das mães.
Sobre filhos que a alegram ou entristecem.
Tirarei profundidade das banalidades
E despertarei suas lágrimas mais piegas.

Lágrimas de alegrias e de felicidades
Lagrimas verdadeiras ou falsas dos leitores.
Poetarei sentimentos que querem sentir
E para sentir não terão o árduo trabalho.
Receberão todos os sentimentos do mundo,

Não terão a surpresa dos sentimentos novos.
Cantarei todos os sentimentos em meus versos
Direi tudo que meus leitores querem ouvir
E não deixarei nada para ser poetado.
Então, todos poetas desaparecerão.

E quando eu não tiver nada mais para poetar
Farei de novo os mais belos poemas de amor
Porque os leitores são viciados em amor
Sonhado e acharão todos originais.
E espalharei mil cartazes pela cidade:

"Vendem-se belos sentimentos por preço módico
Garantidos ou o seu dinheiro devolvido."

12/06/2026

Virgem Maria de amor.
por Davi d. C.

Minha amiga Maria era uma mulher
Que mal amanheceu como uma adolescente

Deixou germinar em seu meigo coração
O desejo de encontrar um amor pra sempre,

Além do corpo, em sua alma inocente.
Essa busca amadureceu na juventude

Pra realizar seu sonho do amor além corpo,
Uma alma masculina maior que o s**o.

Bela que era conheceu vários rapazes.
Sempre insaciada faltava-lhe a paz

Do amor que desejava ter além do corpo.
Até que ela encontrou um moço tão tão lindo

E se deu a ele de corpo e de alma.
Finalmente sua busca do amor cessou

Ele amava a sua alma além do corpo,
Sempre doce e interessado por seus desejos.

Anos passaram e com eles o amor
Que se revelou só inteiramente corpo.

Logo se viu insaciada, separou-se,
Mas não cessou seu sonho de amor além corpo.

E casou descasou e casou descasou,
Finalmente, virgem, morreu e descansou.

10/2015.

12/06/2026

Quando amei você
(Cantiga de mimar para Claudia)

Quando eu vim a te amar?
Quando tudo começou?
No meu primeiro olhar,
No meu primeiro beijo,
Na primeira noite...
Que eu pude te amar?

Foi mesmo quando você disse
Que, quando era bem menina,
Era a melhor jogadora
De bolinhas de gude na rua.
E eu disse que, quando menino,

Eu era o rei da minha rua.
Então naquela noite escura,
Voltamos à nossa infância
E fomos, num doce jogo,
Namorados de infância.
Perdi, e você fez em pedaços

O meu coração de criança.
Então me tornei um homem
E pedi a minha revanche.
Mulher, você quis saber
Se o vencedor levaria
Toda a aposta da vida

Por toda a nossa vidinha.
Vou perder, eu te respondi,
E você levará tudo:
Toda a minha infância,
Todo o meu desejo,
Todo o meu amor,
De menino e de homem.
(14 de julho de 2017)

01/06/2026

Redenção
Davi d. C.

Antes de eu morrer,
Quero agradecer
Louvar a esta vida
Que deixou-me existir,

Tolerando o desprezo
E a minha ingratidão.
Eu peço o seu perdão
Porque não percebi

O valor de seu dom
Procurando culpados
Em vez de enxergá-la,

Em toda a sua beleza
E que me deu a dádiva
De eu poder existir.

Endereço

Pompeia/São Paulo/
São Paulo, SP
01224000

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