18/10/2020
Futebol narcísico, espelho da sociedade
Tem gente que acredita que o futebol é alienante, um pão e circo tupiniquim. Esta mais para espelho de um reflexo frustrado, no caso brasileiro.
Voltemos no tempo, 18 anos atrás, 27 de outubro, um novo inicio politico, Luís Inácio Lula da Silva é eleito presidente brasileiro.
Um certo temor na direita brasileira, uma esperança na esquerda. A classe média não existia, foi o Lula que criou nos anos seguintes, rs...
Em dezembro do mesmo ano o time da cidade de Santos era campeão, nascia uma geração jovem e habilidosa, lideradas por Diego Ribas, atual meia do Flamengo e o garoto franzino das pedaladas, mais conhecido como Robinho.
O Brasil e os brasileiros estavam com expectativas altas sobre os personagens em questão.
Todos vingaram, em suas profissões.
Lula foi o melhor presidente da História do Brasil, Diego e Robinho se tornaram excelentes jogadores e campeões.
Isso não se discute.
O que também não se discute é passar pano para estuprador.
Estupro é crime na lei, uma ofensa moral, segunda Ângela Davis uma ferramenta de tortura e dominação usada em guerras, posso inferir que aqui na escravidão também tinham os mesmos fins.
Mas voltemos a relação de espelho que a sociedade tem com o futebol.
Em 2014 a então deputada Maria do Rosário, chamou a ditadura militar no Brasil (1964-1985) de “vergonha absoluta” em um dos seus discursos na câmara, errada não estava.
O atual presidente, na época ainda deputado sem nenhum projeto aprovado, respondeu a Maria contra a ditadura militar dizendo que ele só não a estupra porque ela “não merece”.
O Santos futebol clube anunciou a contratação do jogador Robinho no mesmo dia nacional de combate a violência contra a mulher, mesmo o jogador sendo condenado em primeira instancia, é simbólico e doloroso.
Somente após a repercussão que a noticia do GE, com trechos da sentença judicial e da transcrição dos grampos que levaram o jogador a ser condenado por estupro, que o clube voltou atrás e rompeu com o jogador.
O que é triste é o Brasil e os brasileiros que não romperam com o Presidente.
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