12/02/2024
Carnaval, ah doce carnaval
eu detesto carnaval, o barulho, as canções intragáveis, a sujeira.
Anos faz são paulo era um oásis – o povo ia para as praias, ao rj, salvador – uns iam até para minas – nossa cidade ficava linda, vazia, silenciosa, limpa. Aí inventaram de dar espaço aos brokinhos. Foi um sucesso – o turismo agradece, muita gente, muitas vendas, muita grana rolando – mas... o barulho, a sujeira, a aglomeração......
Aí veio outro problema, a CET começou a interditar as vias públicas - claro o povo dos brokinhos tem lá seus direitos. Mas para o resto da população começou a ficar difícil se locomover – vc vai daqui prali, e não sabe quais ruas estão liberadas. Mas.... tudo em nome da festa.
Foi então que esse ano, resolvi dar um pulinho do shopping Ibirapuera – busca paz, silêncio - passear um pouco – mas.... chegando descobri que até lá havia bandinha tocando – barulho infernal, para quem conhece o shopping, era do lado do Itaú – bem... se aqui está barulhento, vamos ao lado diametralmente oposto – onde tem uma ofner – vamos ao sorvete
Rá... aí vc descobre que umas senhorinhas – 5 ou 6 resolveram que, SE seus filhinhos queridos estavam lá do outro lado pulando e se divertindo, elas também tinham direito de se divertir do lado de cá – a ofner tem poucas mesas e sempre disputadas – não é que as senhorinhas acharam que seria legal, muito legal aliás, usarem 3 mesas para por lá ficarem por horas, fofocando, enquanto a petizada pulava do outro lado. Claro que consumiram, umas águas que pareciam estar em copos Stanley, pois por muito tempo permaneciam pousadas, esquentando dentro dos copos. E as pessoas em volta procurando em vão uma mesa, para comer um doce, um salgado ou até mesmo um sorvete. ah sim, e para caso os guris voltassem para descansar, reservaram muitas cadeiras colocando bolsas, bexigas, e demais adereços – e o povo em volta ficava em pé
Pensam que não poderia piorar??? Claro que poderia, e piorou – as comadres eram por assim dizer, nada discretas – falavam alto, gargalhavam e incomodavam todos ao redor, mas em pouco tempo alguns dos filhotes que cansaram de pular lá com a bandinha, voltaram, mas excitados que estavam passaram a exigir atenção, mas as mamães falavam alto, aí eles resolveram falar mais alto ainda, gritar um pouquinho – e as pessoas em volta sem poder sentar, sem poder ter um mínimo de paz, sem um mínimo silêncio.
ah! Carnaval. Que festa, que festa