12/05/2026
A série “Man on Fire” alcançou o topo do ranking global da Netflix e, junto ao sucesso internacional, também ampliou os holofotes sobre artistas negros e periféricos do Rio de Janeiro. Vindos da Zona Oeste carioca e da Baixada Fluminense, Jefferson Baptista, Bruno Suzano e Rei Black dão vida a personagens atravessados por afetos, ambições e escolhas difíceis, em uma narrativa que busca ultrapassar os estereótipos historicamente associados às favelas brasileiras.
Para Rei Black, intérprete de Duda, o alcance mundial da série ajuda a reconstruir o imaginário sobre o Brasil no exterior. “A favela deixa de ser apenas um cenário de escassez e passa a ocupar o centro de uma narrativa de escala global, marcada por inteligência, estratégia e sofisticação”, afirma o ator. Ele destaca ainda que a força da produção está em olhar para a periferia através da humanidade dos personagens, e não apenas da violência, evidenciando uma abordagem mais complexa e digna sobre esses territórios.
Ja Bruno Suzano, que interpreta Beto, enxerga a produção como um simbolo de representatividade para jovens periféricos. “Existe um racismo geográfico que dificulta a travessia de muitos jovens periféricos para os espaços onde as oportunidades costumam estar”, afirma. Na trama, o ator constrói ao lado de Jefferson Baptista uma relação marcada por contrastes: enquanto um personagem é atravessado pelas perdas e pela criminalidade, o outro busca caminhos através dos estudos e dos sonhos.
Intérprete de Livro, Jefferson Baptista acredita que
“Man on Fire” abre espaço para novas histórias protagonizadas pela população negra e periférica. O ator, que vem recebendo elogios da crítica internacional pela atuação, define seu personagem como um jovem que escolhe construir outras possibilidades dentro da favela. “Ele carrega uma força silenciosa e uma determinação que aponta para caminhos muitas vezes invisibilizados”, destaca Jefferson, celebrando o impacto global de uma série que coloca a potência criativa da periferia brasileira no centro da narrativa.
📸: Angelo Pontes