Criança Enterrada

Criança Enterrada "Criança Enterrada" - Texto: Sam Shepard
Sextas e sábados 21h
Domingos 20h Esses prêmios costumam contemplar muita tranqueira, mas aqui acertaram em cheio.

Você já deve ter visto Sam Shepard pagando de galã nas telas, como piloto de caça, astronauta, cauboi, detetive, político e sei lá mais o quê. Pode ser que já tenha lido coisas dele também, algumas editadas no Brasil, como "Crônicas de motel," que eu adoro. Se você lê em inglês, pode já ter topado com o diário de bordo que ele fez de uma excursão musical do agora nobelitado Bob Dylan e The Band pe

los Estados Unidos, em 1975 (Rolling Thunder Logbook), que te dá vontade de mandar tudo à m***a e cair na estrada -- qualquer estrada, pra qualquer lugar -- desde que na companhia de um bando de malucos. E não é impossível que já tenha ido ver alguma peça do homem num teatro, como "Louco de amor," que já teve várias encenações, e "Mente Mentira". Pois é, agora chegou a vez do Shepard sentar praça na rua Frei Caneca, no Cemitério de Automóveis, dirigido pelo meu amigo Mário Bortolotto e defendido no palco por Ana Hartmann, Carcarah, Dida Camero, Nelson Peres, Paulo Cesar Peréio, Thiago Pinheiro e Walter Figueiredo. A peça, você sabe, é "Criança enterrada," que o Shepard escreveu em 1978 e que, no ano seguinte, faturou o prêmio literário mais importante dos Estados Unidos, o Pullitzer. "Criança enterrada" é uma porrada na boca do estômago da sensibilidade humana e estética do espectador. O Marião deu uma enxugada esperta no texto que eu traduzi à risca do original. O Shepard escreve praticamente dirigindo a peça a partir das copiosas e minuciosas rubricas, o que resultou num catatau de 111 páginas, impensável pros padrões de concisão da dramatúrgia bortolottiana. Vou te contar: ficou do ca***ho o texto enxuto. Tá lá toda a essência do drama realista, com uma forte pitada surreal, de uma família disfuncional de caipiras dos grotões dos States. Mas não precisa se alarmar. Você também vai dar boas risadas, ainda que um tanto tensas. De todo jeito, você vai sair da sala com os pentelhos da alma devidamente arrepiados, um a um, ao longo da tensa hora que vai passar em companhia do velho Dodge, um fazendeiro decrépito que vive prostrado num sofá e na amargura, sua trêfega e agora velha esposa, Halie, os dois filhos do casal, do tipo deu-pra-nada, o apalermado Tilden e o irado e perneta Bradley, e o Vince, filho de Tilden e neto de Dodge e Halie, que entra de gaiato na trama junto com sua linda namorada Shelly, talvez a única pessoa com alguma sanidade mental ali. Ah, você vai conhecer também o Pastor Dewis, que mantém uma relação no mínimo etílica com a espevitada Halie, que tá velha mas não tá morta, como se verá. Bom, agora entre lá, sente-se e assista à "Criança enterrada". Depois me conte o que achou. Quer dizer, se conseguir articular alguma palavra, o que talvez demore algum tempo. (Reinaldo Moraes)

29/05/2017

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Se você gostou de "Criança Enterrada" venha assistir a nossa nova montagem, também de Sam Shepard: "Oeste Verdadeiro"Sex...
26/05/2017

Se você gostou de "Criança Enterrada" venha assistir a nossa nova montagem, também de Sam Shepard: "Oeste Verdadeiro"
Sextas e Sábados 21h
Domingos 20h

22/11/2016

Autor e diretor de forte identidade com o caráter realista, Mário Bortolotto tira grande proveito quando encena textos de comunicação direta com o universo contemporâneo e marginal. Foi assim com Killer Joe (2014), de Tracy Letts, e, agora, com o drama familiar Criança Enterrada, do americano Sam Sh...

Atenção aos novos horários:Sextas e sábados 21h30 Domingos 20h30Reservas são válidas até as 20h45(sextas e sábados) 19h4...
11/11/2016

Atenção aos novos horários:
Sextas e sábados 21h30
Domingos 20h30

Reservas são válidas até as 20h45(sextas e sábados) 19h45(domingos)

Novos horários: Sextas e sábados 21h30 Domingos 20h30Venham!!!
09/11/2016

Novos horários: Sextas e sábados 21h30
Domingos 20h30

Venham!!!

21/10/2016

 Texto Sam ShepardTradução Reinaldo MoraesDireção e Trilha Sonora Mário BortolottoAtores Ana Hartmann, Carcarah, Dida Camero, Nelson Peres, Paulo Cesa...

hoje 21h
21/10/2016

hoje 21h

"O Pereio é o patriarca". É assim que Mário Bortolotto, diretor de "Criança Enterrada", responde por que convidou Paulo César Pereio para fazer Dodge, o fazendeiro decadente, bebendo até a morte diante da TV. Pulitzer em 1979, é a peça que fez o nome do americano Sam Shepard.

Lucas Mayor
21/10/2016

Lucas Mayor

21/10/2016
Gisela Schlögel
21/10/2016

Gisela Schlögel

21/10/2016

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