Tendo como elo de pesquisa que une os seus espetáculos a narrativa e o
cruzamento da linguagem teatral à escrita, o primeiro espetáculo da Cia foi “Tem doce lá no jardim”,
trazendo à cena a narrativa oral e buscando cruzar contos orais brasileiros a lendas africanas. O segundo
espetáculo, “O preço do pão”, foi contemplado pelo PROAC Primeiras Obras 2014, prêmio concedido do
governo do Estado de Sã
o Paulo como incentivo a novos grupos profissionais circulando por periferias de
cidades como Diadema, Mauá, Suzano, entre outras. Este espetáculo foi criado pelo grupo a partir da obra
literária de Plínio Marcos, “Inútil Canto Inútil pranto pelos anjos caídos” e propunha, entre outros
cruzamentos, o dialogo da cena com a vídeo arte. Depois da intensa discussão que a obra de Plinio
propunha e retornando o olhar para a origem, a juventude, a infância, o grupo o grupo retoma o olhar para
o primeiro trabalho nascido a partir de uma lenda dos irmãos Ibejis – também conhecidos como Cosme e
Damião no sincretismo brasileiro. Esse segundo olhar para o espetáculo gerou o que hoje chamamos “Tem
Doce”, espetáculo que esteve em Mauá e Guarulhos para apresentações gratuitas e participou do 2º
FESTIN – Festival de Teatro Infantil da cidade de São João Del-Rei – Minas Gerais, foi contemplado com o
PROAC Circulação Infantil 2015 e realizou ao longo de 2016 apresentações e oficinas em sete cidades do
interior do estado de São Paulo. Atualmente a Cia encontra-se debruçada sobre seu mais novo trabalho,
um solo chamado “Fevereiro”, espetáculo que propõe além do cruzamento dança-teatro- vídeo, a
intersecção entre obras da poetisa portuguesa Matilde Campilho e as memórias revisitadas da atriz acerca
de uma história perdida de amor.