A Cia Samá surgiu em 2011, a partir da ideia de jovens artistas moradores da vila Brasilândia em promover a linguagem teatral no bairro. O Coletivo sempre foi independente e buscou a forma popular de se fazer teatro, buscando meios que pudessem atingir os moradores do próprio território. O Coletivo aplica em suas peças memórias e menções da vila Brasilândia afim de desenvolver uma identificação co
m o local em que atua. Diversas peças já foram apresentadas pelo coletivo com destaque para as mais recentes, desde 2015, sendo elas: “A FESTA” que falava sobre desigualdade, “Bons Tempos Vem e Vão” (2016) uma homenagem aos bailes da black music, muito comuns nas periferias e em especial na Brasilândia nos anos 80, “Não Repara Na Bagunça” (2018) onde através de esquetes o coletivo criticava questões sociais pertinentes no tempo presente, e mais recente “João e Maria – Histórias Silenciadas” (2019) onde o tema era o genocídio da população preta e periférica. Atualmente o coletivo se desenvolve de duas formas, além das apresentações públicas também são realizadas oficinas teatrais gratuitas para qualquer pessoa que tenha interesse em fazer teatro e quem sabe ingressar no coletivo. Outro projeto de destaque do grupo é o Luau do Samá, um evento de artes variadas que ocorre em uma praça da Brasilândia.