10/08/2026
A diversidade não chegou agora à palhaçaria brasileira. Ela também faz parte da sua história.
No final do século XIX, Benjamim de Oliveira já ocupava os picadeiros. Artista negro, foi palhaço, ator, cantor, compositor e dramaturgo e se tornou um dos grandes nomes do circo brasileiro.
Como ele, outros artistas negros fizeram parte dessa trajetória. Nem todos, porém, tiveram suas histórias igualmente registradas, reconhecidas e lembradas.
Olhar para esse passado também nos faz pensar no presente: quem ocupa os espaços da arte? Quem é visto? Quem se reconhece neles?
Na Doutores da Alegria, buscamos reunir artistas com diferentes identidades, corpos, trajetórias, experiências e repertórios. Porque o nosso trabalho acontece no encontro com crianças, famílias e profissionais de saúde que também carregam diferentes histórias e formas de estar no mundo.
Não existe um jeito só de ser palhaça ou palhaço. E ampliar as vozes, experiências e perspectivas presentes no elenco também amplia as possibilidades desse encontro.
Diversidade, equidade e inclusão são parte de uma construção contínua. E essa história segue sendo escrita dentro da organização.