24/03/2016
Ooo Parahyba linda, encantada, apaixonante, sim sinhô!
O que dizer dessa terra divina após 20 dias de pura magia e descobertas.
Primeiramente podemos desmistif**ar que Paraíba não é a capital de Pernambuco como muitos imaginam.
Nem tão pouco só seca, jegue, carne charque e Tambaú.
Fizemos um roteiro totalmente avesso ao CVC e das férias de verão da família brasileira.
Fomos atrás dos tambores. Da nossa herança afro-indígena.
Dos movimentos que preservam e fazem viva nossa cultura nos dias de hoje.
E a surpresa: A Parahyba pulsa.
Pulsa na batida que não se cala com o esquecimento do seu próprio povo.
Gente que luta, NEGA sua bandeira e não aceita suas trocas de nome.
A Parahyba resiste e vive um tempo de ebulição de sua própria cultura e identidade.
Aqui tudo vira côco de improviso, o dito feito “na tóra”.
Na Parahyba o povo é muito faladô, todo mundo tem história pra contar..
Uma Juventude linda e emponderada de suas raízes foi o que encontramos aqui.
E os senhorzinhos e senhorinhas são um poço de simplicidade e sabedoria.
Assim não tem quem se achegue e não se apaixone, visse!
Aqui o SOL nasce primeiro e é assim..sem palavra...
Ele pulsa, vibra, aquece e dá energia.
Deve ser por isso que seu povo é quente e tem muito amor pra dar.
Sua história parece ter começado com os indígenas tapuias e mais à diante Tabajaras e Potiguaras. Até o momento da colonização pelos portugueses e holandeses, que transformaram a terra sagrada num palco sangrento de batalhas e ilusões, deixando como herança suas imponentes construções religiosas e a força predominante da cultura católica, machista e patriarcal.
Visitamos o brejo, o agreste e o litoral.
Na capital Jampa que é quase Sampa , nos encantamos por muitos lugares, principalmente pelo centro histórico, que aqui tem cara de interior pois f**a na ponta da cidade e não no meio dela.
Escolhemos desvendar no centro a comunidade do Porto do Capim, local onde a cidade começou, à beira do rio Sanhauá.
Foram algumas visitas a esse belo local que tem uma vista incrível do rio, do mangue e pôr do sol, mas que infelizmente foram esquecidos pelos nossos governantes, turismo, Iphan e todos os órgãos que deveriam preservar a essência dessa história.
Parahyba, cidade dos ventos e sombras frescas.
Sua vegetação é linda, suas praias e coqueiros encantam, assim como os hectares de mata atlântica ainda preservada.
Aqui f**a a saudade, satisfação e máximo respeito do coletivo Batbacumba Auês pela estadia proveitosa, calorosa e super prazerosa.
Gratidão! Voltaremos em breve ;)
Um salve especial aos parceiros DJ KYLT, FurmigaDub, Rayan e Luisa (Casa Mundo, Centro Cultural Espaço Mundo), Nai Gomes (Ateliê Multicultural Elioenai Gomes), Tenebra (Bar do Tenebra), Sama Moura, Karla Maria da Silva (Beco Cultural), Heron Marrom e Maelson, Rafael Castelhano, Fabio Inocêncio e todos que fizeram parte desse doce sonho, vcs foram deemais