16/08/2026
Durante anos eu fiquei em silêncio sobre uma das fases mais violentas da minha vida.
Não porque não tivesse provas.
Não porque não tivesse acontecido.
Mas porque eu não tinha estrutura emocional para enfrentar mais uma batalha.
Eu estava no meio de uma disputa de guarda, perdendo renda, vendo minha carreira ser atacada, empresas sendo pressionadas, denúncias organizadas, grupos se articulando e uma página inteira dedicada a me descredibilizar publicamente.
E tudo isso enquanto eu era mãe solo e tentava simplesmente manter minha vida de pé.
Essa campanha teve consequências profissionais, financeiras, políticas e, principalmente, psicológicas.
Eu cheguei a me candidatar justamente para lutar por mães que passavam por dificuldades parecidas com as que eu vivi. A pressão e a desmoralização pública contribuíram para que eu desistisse daquela candidatura depois que recursos, estrutura e material de campanha já tinham sido mobilizados.
Também houve investigação judicial e quebra de sigilo para tentar identificar quem estava por trás da página.
Nada disso foi “fofoca de internet”.
Cyberbullying tem consequências reais.
E algumas delas duram anos.
O vídeo que apareceu ontem foi o gatilho que me fez finalmente decidir contar essa história.
Sim, isso também é um acerto de contas.
Mas é, acima de tudo, uma conversa sobre responsabilidade, poder de audiência, linchamento virtual e sobre o que acontece com uma pessoa depois que a internet simplesmente muda de assunto.
Eu reconstruí muita coisa.
Mas não saí ilesa.
Por isso decidi disponibilizar publicamente o dossiê completo, com a cronologia, os documentos e os prints que mostram o que aconteceu.
O dossiê está no link da minha bio.