13/05/2021
Abolição? Pra quem?
Desde a sua concepção, a UPA se posiciona contra as atrocidades ao povo preto neste país. Em 2006, o evento: "13 de Maio. Um sentimento de liberdade mascarado na verdade", já provocava com questões como: abolição pra quê? Pra quem? Também fizemos outras manifestações artísticas e culturais de protesto.
Esse ano, realizamos um amplo festival que reuniu dezenas de pretxs da arte, cultura, empreendedorismo e afro-religiosidade. Promovendo conversas e reflexões sobre nossas necessidades, ações e indignações. Literatos, atores, cineastas, profissionais empreendedores, yalorixás e babalorixás e sambistas estiveram presentes de forma pontual como protesto a incongruência social relativa aos pretos no Brasil.
O dia da libertação nunca existiu. Afinal, em 13 de maio daquele ano, nosso povo saiu por aí e não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir, levou a indignação e a senzala na alma, eu subiu pro morro criando a tal favela, sempre quis descer mas quase nunca puderam.
Esse dia e essa assinatura só rendeu glórias à pessoa errada, pois a luta pela liberdade começou muito antes disso, com as insurreições, principalmente pela organização dos próprios escravizados e movimentos abolicionistas.
Só graças as muitas pressões externas e internas, nosso país, por último no mundo acabou com essa barbárie. Bem atrasado, pois o tráfico de escravos já havia sido instituído décadas antes.
Não temos como não nos conformar pois restituições e reparos jamais foram feitas, nem financeira, nem de moradia, nenhum acesso a trabalho, garantia de empregos e nem educação.
O que originou um verdadeiro genocídio do nosso povo e uma super população carcerária, criminalizando o povo preto de forma profunda , recorrente nestes mais de 100 anos, trocando as senzalas e por cadeias e sanatórios.
Ao invés de reparação, num processo de embraquecimento do país, trouxeram imigrantes europeus lhes garantindo terras e trabalho. Nada contra eles, o questionamento aqui é o nosso sistema secular excludente.
Por isso a Usina Paulistana de Artes tem ações contínuas de protestos.
Realizamos o festival, vamos lançar o filme-documentário "Grios" que está saindo do formo, temos o projeto " Visibilidade Negada" que resgata e joga holofotes à ícones negros invisibilizados que o racismo não os levaram as páginas da educação.
Acessem nossos projetos na nossa página no YouTube da Usina Paulistana de Artes e nos sigam e curtam nossas publicações.
https://youtu.be/coMuPXOEJvc
https://youtu.be/YFbldZjHzAI
https://youtu.be/MkuYLbFYuTI