19/08/2026
•O tal “P 4 r n 0 Feminista”
Uma das pautas mais discutidas dentro do debate sobre a indústria p4rn0grafica está a inclusão do chamado “p 4 r n 0 feminista”. Esse movimento ganhou certo destaque no mercado nacional alguns anos atrás com a chegada de personalidades como Dread Hot, Emme White, Nego Catra entre outros representantes ativos, dando origem a produtoras especificas como Fever e SafadaTV.
Filmes voltados mais para interação feminina ou alternativos como I e s b o, artístico, soft, romântico, do******ix, sensual entre outras modalidades, já existem há muitos anos por produtoras como Lust Films, F e m dom Empire, New Sensation na gringa. Aqui no Brasil tivemos a Xplastic que inclusive, sempre dotou de uma boa gama de fãs fiéis.
Porém mesmo com esse público, esse estilo não obtinha os mesmos valores em mercado comparados ao estilo tradicional. Afinal o público mais pagante é em maior número o hétero masculino.
Não é novidade que a indústria é praticamente toda movimentada por homens. Logo, as produtoras naturalmente vão oferecer o que vende mais. Fazendo com que produtoras nichadas, como as que nasceram com a proposta do “p 4 r n 0 feminista” ficam restritas à um grupo seleto (e pequeno).
E não obtendo os lucros necessários para se manterem no mercado, muitas infelizmente acabaram ficando pelo caminho.
Além disso, outro grande problema envolta disso é que por trás desse assunto existe aquela guerra de narrativas complexa:
-Onde os defensores enxergam que o estilo é uma forma de atrair uma igualdade para o mercado (afim de desconstruir toda aquela idéia de “cultura de submissão machista” atribuída).
-Já os críticos enxergam que é a mais pura forma de “lacração”, atrás de surfar nas ondas do momento. Trazendo até para o p 4 r n 0 aquela velha guerra-fria política.
Isso prejudica demais a acessibilidade desse conteúdo, pois muitos nem sequer param pra ver e já teceram suas conclusões críticas.
Atualmente advento das plataformas e canais amadores isso se propagou de forma mais ampla. Onde ainda se encontra criadoras que fazem conteúdo mais voltados para o público feminino ou alternativo.
Muito longe da antiga idéia de movimento, onde poucas produtoras de um determinado estilo (seja feminista, l e s b, fetish e etc) precisavam lutar para existir e conquistarem seu espaço dentro dessa indústria.
(por Fred Cunha)