Hoje é dia de Rock

Hoje é dia de Rock Página oficial da montagem do espetáculo Hoje é dia de Rock pelo Teatro de Comédia do Paraná, dirigido por Gabriel Villela.

Há 2 anos atrás, entrava em cartaz o espetáculo "Hoje é dia de Rock" dirigido por Gabriel Villela, que passou por várias...
19/11/2019

Há 2 anos atrás, entrava em cartaz o espetáculo "Hoje é dia de Rock" dirigido por Gabriel Villela, que passou por várias cidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Há 1 ano atrás entrava em cartaz o espetáculo HOJE É DIA DE ROCK ❤
17/11/2018

Há 1 ano atrás entrava em cartaz o espetáculo HOJE É DIA DE ROCK ❤

02/11/2018

No show "AFETO" de Rosana Stavis, Marco França e com participação especial de Bruno Menegatti, que aconteceu na Associação Zona Franca (SP) ocupada pela Velha Companhia, parte do elenco de HOJE É DIA DE ROCK relembrou a música "San Vicente" ❤

O livro "IMAGINAI" sobre a carreira de Gabriel Villela, diretor de Hoje é dia de Rock é finalista do Prêmio Jabuti. A ob...
05/10/2018

O livro "IMAGINAI" sobre a carreira de Gabriel Villela, diretor de Hoje é dia de Rock é finalista do Prêmio Jabuti. A obra foi escrita por Dib Carneiro Neto e Rodrigo Audi.

HOJE É DIA DE ROCK está com 5 indicações no Prêmio Cenyms. O espetáculo foi indicado nas seguintes categorias: Direção, ...
22/09/2018

HOJE É DIA DE ROCK está com 5 indicações no Prêmio Cenyms. O espetáculo foi indicado nas seguintes categorias: Direção, Figurino, Trilha Sonora Original/Adaptada, Melhor canção (trenzinho caipira) e Adereços/Objetos de cena.

Confira todos os indicados no site: https://www.cenyms.com/osindicados

Gabriel Villela foi indicado nas categorias MELHOR DIREÇÃO e MELHOR FIGURINO pelos espetáculos HOJE É DIA DE ROCK e BOCA...
17/07/2018

Gabriel Villela foi indicado nas categorias MELHOR DIREÇÃO e MELHOR FIGURINO pelos espetáculos HOJE É DIA DE ROCK e BOCA DE OURO no Prêmio Botequim Cultural. O júri é formado por Renato Mello, Gilberto Bartholo, Sergio Fonta, Wagner Correa de Araujo e Zé Helou. O prêmio escolheu os artistas, técnicos e espetáculos que se destacaram no primeiro semestre de 2018.

Nesta edição a cerimônia de premiação será realizada no Teatro Sesi Centro, no dia 20 de fevereiro.

Parabéns a todos os indicados! Viva o teatro!
http://botequimcultural.com.br/7o-premio-botequim-cultural-indicados-1o-semestre-2018/

Em reunião realizada no dia 16 de julho, os jurados da 7ª edição do Prêmio Botequim Cultural de Teatro, composto por Gilberto Bartholo, Renato Mello, Sergio Fonta, Wagner Correa de Araújo e Zé Helou, realizaram as indicações dos artistas, criadores e espetáculos referente ao 1º semestre d...

Entrevista de "o Valor" com Gabriel Villela (diretor de Hoje é dia de Rock) Um teatro de força interiorPor Adriana Abuja...
29/06/2018

Entrevista de "o Valor" com Gabriel Villela (diretor de Hoje é dia de Rock)

Um teatro de força interior

Por Adriana Abujamra | Para o Valor, de São Paulo

« Gabriel Villela é de Carmo do Rio Claro, no sul de Minas Gerais. "Tem duas ruas - a que sobe e a que desce. Mas não escreve que minha cidade é pequena, senão o povo de lá acaba comigo", diz ele, brincando. Há ainda outro dado que caracteriza a cidade natal do diretor, cenógrafo e figurinista. Os pais dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, são do mesmo município, localizado a 374 km da capital mineira.

Villela já ensaiou escrever uma carta a autoridades sugerindo destinar às artes uma pequena parcela do que a JBS e outras empresas atingidas na Operação Lava-Jato desviaram dos cofres públicos. "Manda um 'cadinho' pra nós", diz, com sotaque. Para ele, o "estômago das artes" talvez seja o único capaz de digerir bens oriundos da corrupção. "Como ser um país civilizado sem arte?"

No segundo semestre o diretor planeja levar aos palcos "Estado de Sítio", de Albert Camus (1913-1960). Lançado em 1948, o texto do franco-argelino continua atual. A história se passa em uma pequena cidade assolada pela peste e dominada pelo medo.

Para o diretor, a crise que o Brasil atravessa, o ódio nas redes sociais e a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro estão levando o país à barbárie. "Se a humanidade não se voltar para a experiência artística de enxergar o mundo e o homem, teremos problemas sérios. É isso que nos explicam as tragédias." Mas é a verve bem-humorada do diretor que dá o tom deste "À Mesa com o Valor" no restaurante Tordesilhas, no Jardins, em São Paulo, entremeada por caldinho de feijão, cachaça e bobó de camarão.

Radicado em São Paulo desde o início dos anos 80, Villela diz que não sobrevive muito tempo longe de Minas. Mantém um sítio em Carmo do Rio Claro, onde convive com tucanos, gralhas azuis, maritacas, vacas e papagaios, além de uma criação de cerca de 300 galinhas. "Galinha é um santo remédio para aliviar o estresse." Há umas aves chocas que lhe dão nos nervos, no entanto. Seguram de propósito os ovos só para não ceder espaço às que aguardam na fila. Nesses casos, diz, arranca-os na marra.

"Tenho paciência, não", diz. Homem pacato da roça, ele já assimilou o ritmo frenético da metrópole. Além de pôr ordem no galinheiro, balança as pernas sob a mesa e já se apresenta como idoso, embora só complete 60 anos no fim de dezembro. Até os 40, diz, mantinha um corpo atlético, talhado à base de exercícios. "Depois, me aborreci." Agora, cultiva a barriga.

O trabalho mais recente de Villela, "Hoje É Dia de Rock" inaugurou em maio a programação teatral do renovado Sesc Avenida Paulista, em São Paulo. A peça, de autoria de José Vicente (1945- 2007), narra a saga de uma família que sai do sertão de Minas para tentar a sorte na capital. Segundo o diretor, o choque entre a cultura rural e a urbana tratado na história lembra sua própria trajetória.

Villela chegou a São Paulo calçando "botinas de Jeca Tatu" enquanto seus colegas usavam coturnos comprados fora do país. Veio estudar direção na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. Naquele período, a academia era dominada pela dramaturgia europeia, diz. "Eu mal sabia o que era teatro, que dirá o que era teatro pós-modernista alemão."

Demorou para o então jovem Gabriel Villela perceber que a força de seu trabalho estava justamente em suas raízes: nas festas populares, nas procissões, nos rituais das missas que frequentava como coroinha, na exuberância barroca das obras de Aleijadinho e de Mestre Ataíde, e no circo-teatro, único tipo de espetáculo que chegava à cidade. "Fui juntando um pouco disso tudo para fazer um teatro que me trouxesse uma identidade verdadeira. Precisei regressar às minhas origens para dizer: sou mineiro, não alemão."

O Jequinha Universal, uma de suas alcunhas, acostumado a acordar com o cacarejar das galinhas, hoje vara madrugadas pensando sobre seus espetáculos. Mas, no início de sua vida em São Paulo, Villela sofria para acompanhar os colegas na boêmia. Na companhia de diretores como Márcio Aurélio, William Pereira e Ulysses Cruz, passava as noites nos bares discutindo os rumos do teatro.

Os garçons de outros tempos, diz, deixavam que o artista pendurasse afirma. Ele não contava apenas com a caridade alheia. Toda vez que visitava Carmo do Rio Claro, Villela voltava com uma mala repleta de peças de artesanato e doces de compota para vender na porta da USP. Embora seus dotes de comerciante fossem nulos, conseguia dar cabo das mercadorias em instantes.

O diretor sugere caldinho de feijão e torresmos para começar este "À Mesa". Para beber, uma dose de cachaça Vale Verde. Assim que o garçom se afasta, Villela diz que as mulheres de sua família são "agulha de ouro". A mãe bordava vestidos e enxovais para noivas. Não raro convocava os filhos para ajudá-la. Sua tia Zilda era modista. Dava uns trocados para ele recolher alfinetes perdidos na greta das tábuas corridas e organizar as revistas de corte e costura. Villela folheava as páginas para estudar os pontilhados das roupas. Um dia, uma freguesa, já um tanto avançada na idade, cismou que queria um modelito esvoaçante. Enquanto a tia pacientemente tentava demovê-la da ideia, Villela encurtou a conversa: "Desista. Vai f**ar horroroso na senhora".

No mundo teatral, os figurinos costumam f**ar a cargo de um profissional de fora. Muitas vezes o elenco nem tem a chance de ensaiar com os trajes de seus personagens, entregues às vésperas da estreia. No seu caso, a indumentária é parte indissociável da concepção dos espetáculos, e costuma ser uma das primeiras imagens que lhe vem à mente quando lê um texto. "A roupa que o ator veste é a primeira pele do personagem."

O encenador mantém um ateliê em Minas, onde guarda trajes e adereços para suas montagens. Ele gosta de reciclar, transformar uma peça em outra. Essa dinâmica, explica, vem da arte popular, em que uma peça se converte no que for necessário, por necessidade. Habilidoso, não dá ponto sem nó. Quando ensaiava seu segundo espetáculo profissional, "O Concílio do Amor" (1989), do alemão Oskar Panizza (1853-1921), cismou em botar uma auréola repleta de santos na cabeça da atriz que interpretava Madalena. Como o dinheiro era curto, instruiu o elenco a pegar por volta de 60 santinhos de uma editora cristã. "Mas se você contar na matéria eu nego de pé junto", debocha, encarando o gravador sobre a mesa.

Em outra ocasião, estava à caça de um tecido brilhante para confeccionar dois peitos enormes. A indumentária seria usada pela atriz Laura Cardoso, que vivia uma dona de circo decadente na peça "Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu" (1990), de Carlos Alberto Soffredini (1939-2001).

Eis que surge a atriz com uma bolsa a tiracolo cujo tecido era exatamente o que tinha em mente. Enquanto a atriz ensaiava, o diretor não conseguia tirar os olhos de sua bolsa, imaginando como era perfeita para confeccionar os peitos avantajados da personagem. "Rodeei, rodeei e, quando a Laura voltou para a casa, tinha só as alças da bolsa", diverte-se.

Nesta altura, Villela já transformou o jogo americano de papel à sua frente em uma sanfona. "Viu? Minhas mãos de teatro não param de trabalhar, não tem jeito." Canhoto, ele teve que aprender a usar a mão direita na marra. Como consequência, desaprendeu a cantar. O trauma não afetou a memória do diretor. Ele sabe de cor as letras de músicas do cancioneiro popular, sempre presentes em seus espetáculos.

Depois de propor um brinde de cachaça, o mineiro conta que deixou de vender os produtos artesanais de sua terra quando conseguiu um trabalho para dirigir o grupo de teatro no Clube Pinheiros, o que lhe dava uma situação econômica um pouco mais confortável. Pôde, então, dedicar-se a leituras e usufruir de tempo livre, essenciais para um artista. "Entendi a importância do tempo ocioso, apenas para ler e deixar o pensamento ir embora."

O diretor costuma apresentar seus espetáculos em espaços não convencionais. "Você Vai Ver o que Você Vai Ver", de Raymond Queneau (1903-1976), sua primeira montagem profissional, estreou em 1989 no saguão do Centro Cultural São Paulo. A peça era encenada dentro da carcaça de um ônibus destruído e foi um sucesso.

"Os ventos vindos por todos os lados levaram meu navio para longe. As coisas deram certo e rápido. Como se eu tivesse sido soprado por diferentes bocas", diz. Uma delas foi a do cineasta Hector Babenco (1946-2016). O argentino radicado no Brasil se encantou com o espetáculo e levou várias pessoas importantes do meio artístico para assisti-lo. Disponibilizou, ainda, a infraestrutura de sua produtora para o então jovem diretor.

"Na maior cara de pau", diz, servindo-se de uma lasca do torresmo. Villela passou a jantar na casa de Babenco e acompanhou as filmagens de seu longa "Brincando nos Campos do Senhor" (1991), que se passa na floresta amazônica e tem no elenco astros brasileiros, como Stênio Garcia e Nelson Xavier, e internacionais, como Daryl Hannah e Tom Berenger. Villela acabou sendo convidado para padrinho de casamento do cineasta com a atriz Xuxa Lopes, a quem viria a dirigir logo depois.

Outra figura central em sua carreira foi Ruth Escobar (1935-2017), atriz e produtora cultural comprometida com a vanguarda artística. Os dois trabalharam juntos em 1990 no espetáculo "Relações Perigosas", de Heiner Müller (1929-1995). Ruth havia cumprido dois mandatos como deputada estadual, o que a afastou um tanto do teatro. "Relações Perigosas" marcava a volta da atriz aos palcos, mas sua cabeça continuava na política.

Antes do soar do terceiro sinal, atores têm por hábito espiar a plateia pela fresta da cortina. Descobrir nomes da cena teatral costuma causar alvoroço. Com Ruth, era diferente. Villela coloca as mãos para o alto e imita os trejeitos da atriz. "Gente. Quantos eleitores será que tem nessa plateia? Veio algum político?" O espetáculo era uma junção de três textos de Müller. "Como mineiro e interiorano, eu via que aquilo não era a minha praia. Foi difícil alcançar a complexidade do teatro alemão."

Pouco depois, Regina Duarte o procurou para dirigi-la. Por sugestão de Villela, encenaram "A Vida É Sonho" (1990), do espanhol Pedro Calderón de La Barca (1600-1681). Em dois anos de trabalho o mineiro montou quatro espetáculos. "Foi tudo dando tão certo... Ganhamos duas dúzias de prêmios para cada peça, todos bem guardados lá na roça."

Um dia almoçava na casa de Ulysses Cruz quando a mãe do amigo interrompeu a refeição para dar um conselho ao filho. "Ulysses, meu filho. Siga o exemplo de Gabriel. Monte peças com começo, meio e fim, que façam a gente chorar e rir no final. Ninguém entende o que você faz. Por isso ele ganha todos os prêmios, e você não." Ulysses, diz, tinha "uma implicância gostosa" com o fato de ele e o diretor Cacá Rosset - um dos fundadores do Teatro do Ornitorrinco - usarem elementos circenses em seus espetáculos e serem ovacionados por isso.

Um dos prêmios que Villela ganhou foi uma viagem. "Sem conhecer sequer Cotia, fui parar em Paris." Com seu parco inglês, ele viajou pela Europa e pôde conferir os cenários de algumas tragédias. Mas, mesmo tão laureado, sentiu um certo desconforto ao retornar. "Parecia tudo tão fácil profissionalmente. Estava se desenhando um caminho que eu não curtia muito. Eu precisava voltar para Minas. 'Oh, Barro. Este é o teu centro, volta.'", diz, citando um trecho de "Romeu e Julieta", de Shakespeare.

E foi justamente com a história dos dois jovens amantes de Verona, montada com o também mineiro Grupo Galpão, que o bom filho retornou à casa. Villela vinha de uma experiência de trabalho com estrutura profissional, enquanto o Galpão se virava com pouquíssimos recursos. "Era uma dedicação franciscana. Mas justamente isso me fazia falta, o encontro com aquela alma coletiva apaixonada pelo ofício."

A trupe carregava os atores, todo o figurino e os adereços em uma velha perua Veraneio vinho. Para incorporar o ar mambembe do grupo ao espetáculo, o diretor transformou o veículo em objeto de cena.

A ideia era apresentar o espetáculo na rua. Para acostumar os atores com os ruídos que concorriam com suas vozes, o diretor sugeriu que os ensaios fossem feitos na praça de Morro Vermelho, povoado próximo a Belo Horizonte, onde se deu a Guerra dos Emboabas (1707-1709). Mais da metade da trupe ficou hospedada na casa do padre e a outra, em um pousada precária. Ao retornarem da lavoura no fim da tarde, os trabalhadores paravam na praça para assistir aos ensaios.

Para produzir o tom das cores do barroco mineiro nos figurinos dos Montéquios e Capuletos, o grupo saía de madrugada em busca de terra do reboco das paredes para aplicar nas roupas com cola arábica. "Era só um pouquinho", afirma.

O "Romeu e Julieta" (1992) de Gabriel Villela foi convidado a se apresentar em duas ocasiões no Globe Theatre, em Londres. Os ingleses saíram da peça tentando cantarolar uma das músicas: "Flor minha flor/ Flor, vem cá!/ Flor minha flor/ Laia laia laia". Até Barbara Heliodora (1923-2015), a mais temida crítica teatral, caiu de amores.

Mas aí houve a tragédia. Era 1994, e uma parte do elenco tinha ido a Ouro Preto receber um prêmio. Na volta para Belo Horizonte, um acidente de carro. A atriz Wanda Fernandes, a Wandinha, que interpretava Julieta, morreu. A atriz era casada com Eduardo Moreira, que fazia Romeu na montagem.

"O grupo foi a pique", conta Villela, padrinho de João, filho do casal. Para manter a trupe em pé, convocou ensaios para o dia seguinte ao enterro. "Fui tirano. Mas não coloquei ninguém para trabalhar. Era mais para manter todos juntos. Um desmaia em um canto, outro chora no meu ombro. Virei um bicho atrás de ressurreição do grupo." Em seguida, o diretor e o grupo mineiro apresentaram "A Rua da Amargura", adaptação de Arialdo de Barros para o texto "O Mártir do Calvário", do dramaturgo português Eduardo Garrido (1842-1912).

A mesa no restaurante f**a colada a uma parede repleta de vidros de pimentas coloridas, mas o mineiro dispensa o condimento no bobó de camarão. Villela tem fama de já ser um tanto ardido. No livro "Imaginai! O Teatro de Gabriel Villela", organizado por Dib Carneiro Neto e Rodrigo Audi (Sesc, 2017), sobram depoimentos nesse sentido.

A atriz Walderez de Barros, por exemplo, relata que ele "gritava, com aquela ira não muito santa (...) a vontade era de chorar e ir embora". Ao mesmo tempo, reconhece que sua raiva acaba sempre se transformando em "surto criativo". Dib Carneiro, jornalista, crítico e dramaturgo, escreve que Villela alia "doses de destemperança cíclica com suas doces e genuínas raízes de bom mineiro".

Villela reconhece que é de "natureza brava". "Não sou um primor de cortesia", diz. Mas quem realmente lhe tira do sério são atores jovens que mexem no celular durante os ensaios, colocam os pés sobre a mesa de leitura ou escarram pela janela. Depois, diz, ele vêm com "a ladainha de criar personagem baseado em suas memórias afetivas", método do russo Constantin Stanislavski (1863-1938). "Prefiro o método 'Rebolation', muito mais brasileiro, no estilo Dercy Gonçalves [1907-2008] e Grande Otelo [1915-1993]. Quem precisa sentir é a plateia, não o ator."

Segundo Villela, o discurso contemporâneo idolatra o depoimento pessoal. "Se você não tiver a experiência de olhar para o outro, você não pode fazer teatro nem mais nada." Outro dia, o diretor soube de uma jovem aluna da ECA que disse: "Shakespeare não me representa".

"Shakespeare é meu discurso político, Shakespeare é minha religião, meu verdadeiro profeta. Tudo começa e termina nele. Tenho a sensação de que Shakespeare irá na missa de sétimo dia da humanidade", afirma Gabriel Villela. Se seu Deus é Shakespeare, Hamlet é seu evangelho. O desejo derradeiro do diretor é encenar a história do príncipe da Dinamarca. "Tenho idade, mas ainda me falta maturidade", diz. Ele termina o bobó de camarão e arremata: "Depois de Hamlet, paro tudo e vou pra Minas só criar minhas galinhas.

http://www.valor.com.br/cultura/5625771/um-teatro-de-forca-interior

Para o diretor, que usa raízes mineiras em peças exuberantes de apelo universal, apenas a arte pode tirar o Brasil da rota da barbárie

O elenco de HOJE É DIA DE ROCK fez uma apresentação exclusiva para alunos da rede pública e foram realizar uma oficina d...
28/05/2018

O elenco de HOJE É DIA DE ROCK fez uma apresentação exclusiva para alunos da rede pública e foram realizar uma oficina de teatro dentro do Colégio Estadual do Paraná. Os alunos puderam assistir, perguntar e participar desses dois eventos que foram de extrema importância para a educação e cultura.

Na última apresentacão de HOJE É DIA DE ROCK da curta temporada dentro do SESC AVENIDA PAULISTA tivemos a presença ilust...
18/05/2018

Na última apresentacão de HOJE É DIA DE ROCK da curta temporada dentro do SESC AVENIDA PAULISTA tivemos a presença ilustre de parte da família do dramaturgo José Vicente. Entre os familiares estava a inspiração para a personagem Cigana, na peça interpretada pela atriz Flávia Imirene Sabino.

- Crítica escrita por José Cetra sobre a curta temporada de HOJE É DIA DE ROCK na programação de abertura do SESC AVENID...
14/05/2018

- Crítica escrita por José Cetra sobre a curta temporada de HOJE É DIA DE ROCK na programação de abertura do SESC AVENIDA PAULISTA.

"Assisti à peça ao lado do cunhado Osmar, da sobrinha Mariana e das irmãs Vitória e Maria Antônia (retratada na peça na personagem Isabel). Maria Antônia, sentada ao meu lado, em muitos momentos me cutucava emocionada com lágrimas nos olhos e sussurrava “Foi assim mesmo!”. Esse momento de conviver de maneira tão próxima com realidade e ficção pode ser considerado um dos mais sublimes da minha longa vivência como espectador: emoções provocadas pelo texto e pela excepcional montagem de Villela embaladas e alimentadas pela presença ao meu lado de alguém que inspirou personagem da peça".



Relato crítico-poético de uma noite mágica Zé Vicente (1945-2007) morava em Londres com Antonio Bivar em 1970 quando receb...

Ontem na apresentacão de HOJE É DIA DE ROCK que faz parte da programação de abertura do SESC AVENIDA PAULISTA tivemos a ...
13/05/2018

Ontem na apresentacão de HOJE É DIA DE ROCK que faz parte da programação de abertura do SESC AVENIDA PAULISTA tivemos a presença ilustre de parte da família do dramaturgo José Vicente. Entre os familiares estava a inspiração para o personagem Davi, na peça interpretado pelo ator Matheus Gonzáles.

ÚLTIMA APRESENTAÇÃO DA CURTA TEMPORADA EM SÃO PAULO:

- HOJE É DIA DE ROCK às 18 horas no SESC AVENIDA PAULISTA. Os ingressos estão esgotados, mas a partir das 20 hrs estarão vendendo 20 ingressos no próprio teatro.

Endereço

1096 Rua Caiubi
São Paulo, SP
05010-000

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