03/06/2026
Existe uma mudança interessante que acontece com muitos dançarinos ao longo do tempo.
No início, é comum associar evolução à quantidade de movimentos, velocidade ou complexidade. A impressão é que fazer mais significa dançar melhor.
Com a experiência, muita gente começa a perceber outra coisa.
A qualidade da dança não depende apenas da quantidade de informação que o corpo consegue executar. Ela também está relacionada à capacidade de sustentar conexão, intenção, presença e clareza durante a dança.
Por isso, nem sempre os dançarinos que mais impressionam são os que fazem mais movimentos. Frequentemente, são aqueles que conseguem criar uma experiência mais significativa para quem está dançando com eles.
Isso vale para a Kizomba. Vale para a Urban Kiz. E pode ser observado em praticamente qualquer dança social.
No final, as pessoas raramente se lembram de quantos movimentos alguém fez durante uma música.
Mas costumam se lembrar de como se sentiram durante aquela dança.
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