Moodz sintetiza uma ideia ampla, que remete a “estados coletivos de espírito”. É daquelas palavras de significado vasto, que precisam de páginas para defini-las. É como o Zeitgeist ou Aufklärung do alemão. É como antropofagia ou tropicalismo do português. De qualquer forma, Moodz não é um estrangeirismo à toa. É um morfema que exprime o que nenhuma palavra em português faz inteiramente. A palavra inglesa "mood" significa estado de espírito, ânimo ou humor em determinada situação. Vai, contudo, um pouco além. Refere-se a “estados coletivos de espírito” gerados em festas ou cerimônias com ritmos musicais e manifestações culturais diversas. Qual o espirito coletivo liberado em um ritual de uma tribo andina, no dia dos mortos no México, ou num culto de candomblé? Qual a carga energética desprendida de corpos que dançam dancehall na Jamaica ou que se chacoalhavam ao som do bebop em salões norte-americanos dos anos 1940? De alguma maneira, a história esbarra em fronteiras, tratados, guerras... Foram levantadas paredes que agora se encontram deterioradas pelo obsoletismo de ideias. O cidadão do mundo não se contenta mais com as divisões geopolíticas e culturais. Ele quer ouvir de tudo, quer sentir de tudo, ver de tudo, falar de tudo. O cidadão do mundo quer experimentar as diversas moodz do mundo. A partir dessa vontade nasce a festa Moodz – uma celebração eclética que reúne uma grande diversidade musical para criar pistas dançantes e experiências coletivas. As festas celebram a vastidão cultural: do vintage ao contemporâneo, do ocidente ao oriente.