Em alto e bom tom

Em alto e bom tom Nós - MULHERES NEGRAS - somos folhas de um mesmo Baobá. Através da arte, nossas histórias serão Nos unimos em uma luta que ganha o horizonte em busca de justiça.

O coletivo EM ALTO E BOM TOM nasce do encontro de mulheres negras, que durante a trajetória de amadurecimento, tornaram-se protagonistas de suas próprias histórias. O despertar desta consciência acerca da identidade de cada uma de nós aconteceu através de um profundo olhar sobre nós mesmas e a projeção deste olhar para o mundo. Este autoconhecimento nos levou de encontro à autoestima e - a partir

dela – conseguimos nos enxergar umas nas outras para reconstruirmos nossa identidade e o acolhimento coletivo. A troca é um dos grandes frutos que esperamos colher em nosso caminho de resistência e perseverança. Não brigamos para combater o outro, lutamos pelo nosso reconhecimento histórico. Vemos, portanto, a importância de nos retratar para sermos referência para as nossas sementes; toda criança que nasce e cresce em nosso meio precisa ser empoderada pela bagagem ancestral do seu povo, na terra e na vida; o contrário é uma forma de mutilação. Como privar o indivíduo da sua própria história? Muito mais do que refletir sobre nossa imagem, estamos de peito aberto para fortalecer nossos vínculos. Somos mulheres, negras, somos a beleza, somos corpos, somos histórias, somos nossas. Nossa luta nos pertence!

O Coletivo Em Alto e Bom Tom está retornando às suas atividades nas redes, mas agora também como Produtora! Vamos divulg...
28/05/2018

O Coletivo Em Alto e Bom Tom está retornando às suas atividades nas redes, mas agora também como Produtora! Vamos divulgar e compartilhar com vcs aqui nossos trabalhos, idéias e sonhos. Colem com a gente pra somar e divulgar conteúdo de arte e cultura bem bacana!
A produtora conta com essa linha de frente formada por Janaína Grasso Luisa Gaspar e Mariana Miguel Avelino , além de parceiros que caminham lado a lado.

Contamos com vcs e vamos nessa!
Gratidão e axé!
Sigam no Instagram tbm!!

22/06/2017

Após temporada de sucesso no Rio, a peça Lívia estreia dia 24 no teatro Parlapatões trazendo Sol Menezzes e Licínio Januário como protagonistas.

"Em que momento de nossas vidas fizemos as escolhas que nos trouxeram até aqui?

LÍVIA é um retrato poético da trajetória de uma mulher, tão simples e incrível quanto qualquer outra, que vê seus planos serem completamente alterados pelos acontecimentos que sua vida lhe impõe. O espetáculo acompanha a história do casal Lívia e Felipe, do início ao fim de suas vidas, propondo uma reflexão sobre como os nossos relacionamentos podem modificar e (re)definir a nossa vida. Nesta montagem dois atores percorrem diversas fases da vida das personagens e abordam de forma sensível e poética temas como paixão, família, memória, companheirismo e a transição para a vida adulta e velhice. Uma história de parceria e união impulsionada pelo fluxo inexorável do tempo."

L Í V I A

Serviço:
Teatro dos Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158
Centro
- São Paulo – SP
– Telefone: 3258-4449
De 24 de junho a 30 de julho
– Sábados (21h) e domingos (20h)
Duração: 60 min
Faixa etária: 14 anos
Preço: R$ 40 inteira e R$ 20 meia (e lista amiga)

Ficha Técnica:

Direção e direção de movimento: Drayson Menezzes e Orlando Caldeira
Texto, elenco e direção de produção: Licínio Januário e Sol Menezzes
Produção executiva: Mari Miguel
Figurino: Cristina Cordeiro
Cenário: Lorena Lima
Luz: Gabriel Prieto
Assessoria: Renata Forato
Tecnico de Luz: Guilherme
Tecnico de som: Bruno Bertolazzi

26/05/2016

Somos contra a cultura do estupro! Nos respeitem!

Não podíamos deixar de compartilhar. Uma FILHA DA ÁFRICA, torna-se uma tatuagem! Trabalho muito lindo do tatuador Iran P...
02/02/2016

Não podíamos deixar de compartilhar.

Uma FILHA DA ÁFRICA, torna-se uma tatuagem!

Trabalho muito lindo do tatuador Iran Paulo. Parabéns !




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A Mulher Negra é Linda!
Representar o que somos e de onde viemos. No plural sim, não estou só, são vári@s que me influenciam e influenciaram fazer o que eu faço e como eu faço.
Trabalho realizado no ultimo final de semana em São Roque mo 3°Expo Tattoo Internacional
Minha proposta foi levar algo que representasse minhas Raizes, trazendo inclusive uma discussão referente à valorização da cultura afro dentro do Universo da tattoo.
Concorreu à categoria Portrait.

Agradecimento a Laryssa, que não foi simplesmente uma tela humana mas uma companheira durante o Procedimento.

Por Iran Paulo

Hoje é um dia histórico ! Hoje é o dia em que milhares de mulheres pretas dos diversos cantos do Brasil, se reúnem em Br...
18/11/2015

Hoje é um dia histórico !
Hoje é o dia em que milhares de mulheres pretas dos diversos cantos do Brasil, se reúnem em Brasília para marchar, gritar, cantar, dançar batucar por mais respeito por direitos por igualdade.
Sabe por que marchamos ?
"Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. No decurso diário de nossas vidas, a forjada superioridade do componente racial branco, do patriarcado e do sexismo, que fundamenta e dinamiza um sistema de opressões que impõe, a cada mulher negra, a luta pela própria sobrevivência e de sua comunidade. Enfrentamos todas as injustiças e negações de nossa existência, enquanto reivindicamos inclusão a cada momento em que a nossa exclusão ganha novas formas.
Impõe-se na luta pela terra e pelos territórios quilombolas, de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade.
A despeito da nossa contribuição, somos alvo de discriminações de toda ordem, as quais não nos permitem, por gerações e gerações de mulheres negras, desfrutarmos daquilo que produzimos.
Fomos e continuamos sendo a base para o desenvolvimento econômico e político do Brasil sem que a distribuição dos ativos do nosso trabalho seja revertida para o nosso próprio benefício.
Consideramos que, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando a nós, mulheres negras, das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária.
Não aceitamos ser vistas como objeto de consumo e cobaias das indústrias de cosméticos, moda ou farmacêutica. Queremos o fim da ditadura da estética europeia branca e o respeito à diversidade cultural e estética negra. Nossa luta é por cidadania e a garantia de nossas vidas.
Estamos em Marcha para exigir o fim do racismo em todos os seus modos de incidência, a exemplo da saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras estão relacionadas à dificuldade do acesso aos serviços de saúde, à baixa qualidade do atendimento recebido aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.
Denunciamos as batalhas solitárias contra a drogadição e a criminalização do nosso povo e contra a eliminação de nossas filhas e filhos pelas forças policiais e pelo tráfico, há muito tempo! Denunciamos o encarceramento desregrado de nossos corpos, vez que representamos mais de 60% das mulheres que ocupam celas de prisões e penitenciárias deste país.
Ao travarmos batalhas solitárias por justiça num quadro de extrema violência racial, denunciamos a cruel violência doméstica que vem levando aos maus tratos e homicídios de mulheres negras, silenciados em dados oficiais. Lutamos pelo fim do racismo estrutural patriarcal que promove a inoperância do poder público e da sociedade sobre a exterminação da nossa população negra .
Estamos em marcha para reivindicamos o livre culto de nossas divindades de matriz africana sem perseguições, nem profanações e depredações de nossos templos sagrados.
Estamos em marcha contra a remoção ra***ta das populações das localidades onde habitam.Lutamos por moradia digna; por cidades que não limitem nosso direito de ir e vir e contra a segregação racial do espaço urbano e rural; por transporte coletivo de qualidade; por condições de trabalho decente nas diferentes profissões que exercemos. Valorizamos nosso patrimônio imaterial em terreiros, escolas de samba, blocos afros, carimbó, literatura e todas as demais manifestações culturais, definidoras da nossa identidade negra.
Estamos em marcha porque somos a imensa maioria das que criam nossos filhos e filhas sozinhas, as chefes de famílias, com parcos recursos e o suor de nosso único e exclusivo trabalho.
Estamos em Marcha:
pelo fim do femicídio de mulheres negras e pela visibilidade e garantia de nossas vidas;
pela investigação de todos os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres negras, com a penalização dos culpados;
pelo fim do racismo e sexismo produzidos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
pelo fim dos critérios e práticas ra***tas e sexistas no ambiente de trabalho;
pelo fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões sumárias às mulheres negras em casas de detenções;
pela garantia de atendimento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos;
pela titulação e garantia das terras quilombolas, especialmente em nome das mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade;
pelo fim do desrespeito religioso e pela garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais de matriz africana;
pela nossa participação efetiva na vida pública.
Buscamos num processo de protagonismo político das mulheres negras, em que nossas pautas de reivindicação tenham a centralidade neste país. Nosso ponto de chegada e início de uma nova caminhada é 18 de novembro de 2015 dentre as atividades do Mês da Consciência Negra.
Conclamamos, a todas as mulheres negras, para que se juntem a esse processo organizativo, nos locais onde estiverem, e a se integrarem nessa Marcha pela nossa cidadania.
Imbuídas da nossa força ancestral, da nossa liberdade de pensamento e ação política, levantamo-nos – nas cinco regiões deste país – para construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, para que o direito de vivermos livres de discriminações seja assegurado em todas as etapas de nossas vida. ``

ESTAMOS EM MARCHA !
“UMA SOBE E PUXA A OUTRA!”

Foto: Janaina Grasso.

01/10/2015


Poema lindo de Fabio Akins Kintê Monteiro. Amor preto em todo lugar!"...Diz linda mulher preta onde sua morada, na noite...
24/09/2015

Poema lindo de Fabio Akins Kintê Monteiro. Amor preto em todo lugar!
"...Diz linda mulher preta
onde sua morada, na noite estrelada?
vou empunhar caneta"

Na Humildade sem Maldade

Ei, você, Rainha de trancinha. Já sabe qual penteado usar hoje? Se não, confira aqui algumas dicas de penteados para que...
08/09/2015

Ei, você, Rainha de trancinha.
Já sabe qual penteado usar hoje? Se não, confira aqui algumas dicas de penteados para quem usa TRANÇAS, arrasar todo dia!
Se inscreva no nosso canal no Youtube!

Produção especial com Thatiane Costa e Ana Carolina

O vídeo Tranças Poderosas faz parte de uma série de vídeos produzidos pelo coletivo Em Alto E Bom Tom, sobre o empoderamento estético da mulher negra!

E a frase de destaque para esta sexta-feira é da lindíssima MC Soffia que diz Em Alto e Bom Tom : "Macaco é o ra***ta qu...
04/09/2015

E a frase de destaque para esta sexta-feira é da lindíssima MC Soffia que diz Em Alto e Bom Tom :

"Macaco é o ra***ta que ainda não evoluiu para ser chamado de homem! "



Registro do Festival Pé na África e intervenção do coletivo!O que você diria Em Alto e Bom Tom?
01/09/2015

Registro do Festival Pé na África e intervenção do coletivo!
O que você diria Em Alto e Bom Tom?

Via Janaína Grasso. Resposta à mídia:"Candomblé é TRADIÇÃO, ANCESTRALIDADE, RESISTÊNCIA.Pra começar, não há nada de desc...
31/08/2015

Via Janaína Grasso. Resposta à mídia:

"Candomblé é TRADIÇÃO, ANCESTRALIDADE, RESISTÊNCIA.
Pra começar, não há nada de descolado em ser de religião de matriz africana. Não é alternativo nem religião da moda. O que me espanta é ver como a nossa mídia ainda se sustenta na superficialidade e continua representando aspectos da cultura negra de maneira esvaziada, estereotipada, deturpada. “Com festas e sem regras rígidas?” – mas de que candomblé e umbanda vocês estão falando? Elas tem tradição, fundamentos, regras na sua existência.

Quando você recebe um convite para ser entrevistada numa revista, não há garantias de como o conteúdo vai ser veiculado. Mas, associar a sua entrevista à uma reportagem que traz o Candomblé e a Umbanda como religiões da moda, e como se isso fizesse de você “alternativo” é lastimável. Até quando o jornalismo vai se prestar a este papel? Nós precisamos nos retratar de outra forma, com criticidade e mais respeito. Querem falar sobre os jovens no Candomblé e da Umbanda? Identifique que essas são religiões de matriz africana, elas tem origem, elas tem tradição, memória, história, estrutura.

Difundir informações esvaziadas e estereotipadas é um desserviço, não soma em nada. Que nível de instrução e informação querem propagar, e para quem? Essa é uma representação que não queremos mais. CHEGA! No teatro querem trazer blackface, na televisão, personagem "Africano" e na revista, fazer das nossas religiões um espaço para "descolados". Isso porque o convencional seria ser adepto a alguma religião de matriz europeia? Até quando essa ideia do exotismo vai ser propagada?

A chegada à religiões de matriz africana devem ser feitas com seriedade e respeito, independente das motivações de cada um. Penso também que adentrar numa vida de religião de matriz africana, conhecer toda a riqueza e complexidade que existem nelas implica em assumir uma conduta a favor do direito a equidade, já que essas religiões tem como eixo fundamental a coletividade e pluralidade.

As religiões de matriz africana, o candomblé e a umbanda se mantem vivas graças a muita RESISTÊNCIA, elas enfrentam um racismo e discriminação secular. Quantas casas de candomblé são destruídas pelo ódio, racismo e violência? Quanto racismo se enfrenta todo dia por fazer parte de uma religião negra? Não adianta ser da umbanda e do candomblé e ser contra as cotas, ser a favor da repressão policial, achar que não precisa se atentar sobre o que as mulheres negras estão questionando. Estar numa religião de matriz africana significa estar junto às causas e lutas que assumimos, por um compromisso histórico.

Não vejo como posso ser descolada por ter a minha fé, por ter uma religião familiar, passada de geração pra geração, como herança. Eu sou o que sou graças a fé que dedico aos orixás, graças ao mundo que o candomblé me apresentou. É dele também que extraio minha voz pra me posicionar aqui.

Independentemente de ter uma vida religiosa através da família, não considero menos importante a busca do jovem pelo sagrado, por conta própria e onde quiser. O reconhecimento da nossa espiritualidade pode acontecer de diversas formas e elas não precisam ser hierarquizadas."

Esqueça a imagem das pessoas angustiadas que procuram co***lo para a dor da morte de parentes. Agora, jovens descolados deixam de ir à balada para celebrar os orixás, receber passes e fazer amigos. Conheça alguns dos novos frequentadores da umbanda e do candomblé

Uma quarta Azul !
12/08/2015

Uma quarta Azul !

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