24/07/2026
Temos a honra de receber, excepcionalmente na SEXTA-FEIRA, dia 31 de julho, às 19:30 horas, no Instituto Juca de Cultura, o maravilhoso violonista argentino JUAN FALÚ. Ele fará um concerto, seguido de sarau, fechando um ciclo de concertos que fará em São Paulo nesta semana. Falú foi exilado político em São Paulo e aqui, ao longo de oito anos, desenvolveu inúmeras parcerias. Alguns destes parceiros participarão do seu recital no IJC, como o mestre DEO LOPES, comemorando 44 anos do lançamento do álbum “Canticorda”, que fizeram juntos. Este evento será filmado pela cineasta argentina Silvia di Florio, que está preparando um doc sobre Juan Falú. Estejam convidad@s!
(Cartaz de Angela Maciel Barbosa)
O que: Juan Falú no IJC
Onde: Instituto Juca de Cultura – Rua Cristiano Viana, 1142 – próximo à estação Sumaré de metrô
Quando: sexta-feira, dia 31 de julho de 2026
Quanto: $40,00 – que podem ser pagos via PIX. Não trabalhamos com reservas, ingressos comprados no próprio espaço
ATENÇÃO: após apresentação haverá sarau. Serviremos uma comida aos presentes. TRAGAM BEBIDAS E INSTRUMENTOS.
“OBRIGADO, MEU BRASIL
(Juan Falú)
Brasil foi a minha morada durante 8 anos, entre 1976 y 1984.
Éramos dezenas de milhares de sul-americanos procurando um lugar, um abraço, uma casa e um retorno possível às nossas terras.
Essa história ainda não foi suficientemente narrada.
Eu já era músico, um violonista do folclore argentino. Mas foi em São Paulo que virei compositor. A saudade inspirava para lembrar a terra natal com músicas.
Quando voltei ao meu país, essas músicas foram bem-vindas e o comentário frequente apontava uma “cor brasileira” nos meus sons.
E havia mesmo. Amo a musicalidade do Brasil e, sem planejamento prévio, deixei que esses sons fossem parte dos meus.
Já tinha compartido músicas com Tarancón, Abilio Manoel, Deo Lopes, Zé do Cavaco, Hector Costita, Zé Gomes, Miriam Mirah e, com o tempo percorrido até hoje, Yamandú Costa, Luiz Carlos Borges, Rogelio Souza, um universo amplo de violonistas, cantoras ou belos encontros esporádicos com Hamilton de Hollanda ou Lucio Yanel.
Além das influências sonoras, consegui oferecer ao Brasil alguns choros de minha autoria.
A minha proposta é oferecer, 50 anos depois, um caminho de irmandade cultural e musical, seja como solista narrando musicalmente esta história, ou junto a artistas brasileiros que foram parceiros neste caminho.”